Mais uma Copa vem aí e uma parte dos brasileiros discute sobre camisas e outra sobre um jogador talentoso e mimado, que não consegue entender que o futebol é um esporte coletivo e extremamente dinâmico e que para ser disputado em alto nível, como numa Copa do Mundo, exige talento, excelente forma física e técnica, além da integração tática e coletiva, comumente chamada de entrosamento. Parece que estamos involuindo ao tratarmos tantos e tão diversos assuntos; Futebol, religião, política, relacionamentos, saúde e educação, apenas para citar alguns, de forma tão superficial e infantil. Basta uma virgula que deixe a impressão que uma opinião ou escolha é desde ou daquele viés ideológico e pronto, os problemáticos de plantão, guerreiros corajosos e destemidos das redes sociais, influenciadores de abobrinhas, que opinam baseados em zero virgula zero embasamento, urrem. Onde fica o singelo prazer em reunir uma nação apenas para torcer, todos pelo mesmo time, aproveitando o período para reuniões, confraternizações e alegria? Aprendi que a Copa do Mundo de futebol é um torneio curto, poucos jogos para cada Seleção, neste ano serão três na Fase de Grupos e mais cinco se disputar a Final. Uma equipe pode chegar desacreditada e em baixa para a disputa e lá encontrar o ambiente que lhe dê o equilíbrio e a motivação necessários, a confiança que é fundamental e ainda, primordial para qualquer disputa esportiva, a sorte que acompanha os campeões. Talentos e capacidade, suficientes para disputar o título, algumas Seleções possuem, mas esse alinhamento dos astros, o algo a mais, a mágica que faz desabrochar no momento certo o melhor de alguns atletas, pode decidir. Não venceremos todas, a graça do jogo é essa e mesmo assim continuo confiante e esperançoso com nossa Seleção. Enquanto isso, como ensinou o sábio: “Não se importe apenas com o destino, curta a viagem”.
FONTE/CRÉDITOS: Júlio Castro
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