A cada nova partida que assisto, maior é minha indignação com a baixa qualidade e a enorme prepotência e arrogância dos árbitros. Atitude infectou o futebol profissional e a base no País e num efeito cascata chegou forte as camadas mais populares, como os campeonatos suburbanos e até mesmo torneios internos de Clubes e campeonatos de bairros. O porquê de não seguirem bons exemplos, árbitros que deixaram um legado de competência e correção, tentando pelo menos, contribuir com o esporte de uma maneira competente e discreta, como deveriam ser todas as arbitragens, deixa-me incomodado, triste e indignado. Acompanhando o Brasileirão Sub-20, numa excelente prova de que o futebol brasileiro renasce a cada drible de um garoto que corrompe as regras e deixa de lado por minutos o tic-tac irritante, o “entrelinhas” burocrático e o corra e marque infinito solidificados nas cabeças dos professores e grudados nas malditas pranchetas, vi em campo garotos do Athletico e Grêmio, abusarem da criatividade, do talento e da gana por vitórias, entregarem um jogo maravilhoso de sete gols e duas viradas. Furacão saiu na frente, o Grêmio empatou, virou e ampliou, um a três. Ninguém parou, ninguém desistiu, com três gols seguidos o Furacão voltou a frente e fechou o placar, quatro a três para ser lembrado e cantado nas arquibancadas. Tudo bem, tudo bom, honra para os derrotados que jogaram muito. Mérito para os vencedores que tiraram coelhos da cartola. Apenas um detalhe manchou a partida dos garotos. A Prima Donna, O Senhor Árbitro. O sujeito abusou da grosseria, distribuiu ameaças e foi horrível na aplicação da regra. No sábado outro árbitro destruiu o Mirassol e ainda pediu para seus jogadores chorarem no vestiário e domingo outra péssima arbitragem na vitória do Athletico sobre a Chape. Em alguns momentos acreditamos que as faltas no Viveiros, algumas bem violentas, só seriam marcadas se os zagueiros conseguissem nocauteá-lo. Tarefa nada fácil, diga-se de passagem. Narrei três, apenas três exemplos. Se acompanharmos uma rodada inteira, assistindo todos os jogos, esses exemplos se multiplicarão. Continuamos gerando atletas de muito potencial em todo o Brasil, mas quando um drible ou uma arrancada podem ser evitados na pancada e nada é marcado, quando a indignação, em forma de reclamação gera um cartão para o reclamante e nenhuma atitude é capaz de alterar a decisão do árbitro e até o instrumento VAR é desconsiderado para fazer valer a vontade e os caprichos da Prima Donna, as esperanças de um futuro brilhante, que resgate o melhor do futebol brasileiro, diminuem. Sim, são vários os problemas, mas a arbitragem deveria ser o menor deles e hoje não é.
Esta Coluna é em homenagem ao futebol bem jogado, bonito, com toque de bola, dribles, trivela, lançamento nas costas da zaga, enfiada de bola que rasga a defesa, gols de falta e gol de cabeça. E aí mando um abraço pro Emerson, que no último sábado escreveu mais um capítulo no seu manual da bola, fazendo um gol numa cabeçada daquelas. Nota dez meu nove.
“Prima donna é uma expressão italiana que significa "primeira dama", referindo-se originalmente à cantora principal de uma ópera. Hoje, é comumente usada de forma pejorativa para descrever uma pessoa egocêntrica, mimada, exigente ou arrogante, que adora ser o centro das atenções, conhecida como "síndrome de prima donna".
Comentários: