O início do estudo observacional está previsto para o prazo de duas a quatro semanas. 4.500 moradores da cidade serão recrutados pela farmacêutica Pfizer, ao longo dos próximos nove meses. Deste total, 1.500 serão acompanhados pelo período de um ano.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (6). O estudo é desenvolvido em parceria com a prefeitura de Toledo, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Hospital Moinhos de Vento do Rio Grande do Sul.
Segundo explicou a diretora do campus de Toledo da UFPR, Cristina de Oliveira Rodrigues, serão selecionadas pessoas que apresentem sintomas de Covid-19 e que aceitem participar da pesquisa. "As amostras coletadas serão submetidas à analises genômicas para a identificação de possíveis variantes", disse.
Para o início da realização do estudo não será necessária a aplicação das terceiras doses, no entanto, a pesquisa continuará conforme os protocolos do Plano Nacional de Imunização. O objetivo não está em analisar a vacina em si, mas sim o comportamento do vírus em uma população com altos índices de imunização.
Segundo a Líder da Área de Vacinas da Pfizer no Brasil, Juliana Spinardi, a escolha de Toledo foi feita com base em inúmeros fatores. "Foram avaliadas desde a posição geográfica da cidade, até os protocolos de diagnóstico adotados e a estabilidade da doença".
Desde o mês de agosto, quanto Toledo recebeu mais de 35 mil doses da Pfizer para intensificar a imunização, no público geral com 12 ou mais, as análises epidemiológicas têm apresentado resultados positivos, na avaliação da Secretaria Municipal de Saúde.
Durante a coletiva de imprensa, a secretária de Saúde de Toledo, Gabriela Kucharski, explanou os dados da vacinação na cidade. Segundo ela, a cobertura de primeiras doses na população com 12 anos ou mais está em 98,23%, o que representa 119.343 doses aplicadas. "Dentro da população de adolescentes, que foi o grande diferencial desse estudo, nós temos uma cobertura de 91,71% o que representou 11.438 doses aplicadas", disse.
De acordo com a secretária, as vacinas aplicadas nos adolescentes já tem demonstrado bons resultados. "Observamos nas últimas semanas epidemiológicas uma queda de aproximadamente 49 novos casos na faixa etária de 10 a 19 anos para sete casos na penúltima semana epidemiológica de setembro", complementou.
Ela também destacou que entre a população geral com 60 anos ou mais, a cobertura vacinal completa, ou seja, com primeira e segunda doses já chega a 98,42%. "Esse 1,5% faltante já são abordados através de buscas ativas pelos nossos departamentos de atenção primária e vigilância em saúde para que possamos de fato alcançar 100% de imunização dessas faixas etárias que já deveriam estar com a vacinação completa".