As indústrias de motocicletas sediadas no Polo Industrial de Manaus registraram a produção de 561.448 unidades no primeiro trimestre do ano, marcando o segundo melhor desempenho histórico. Este volume representa um avanço de 12,1% comparado ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado hoje (9) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que celebrará meio século de fundação em 2026.
A análise da produção do primeiro trimestre revela que as motocicletas de baixa cilindrada dominaram, com 435.731 unidades fabricadas, o equivalente a 77,6% do total. Na sequência, os modelos de média cilindrada contribuíram com 110.405 unidades (19,7%), enquanto as de alta cilindrada somaram 15.312 unidades, representando 2,7% do volume geral.
Somente em março, a produção atingiu 212.716 unidades, um aumento expressivo de 34,5% em relação a março do ano anterior e de 29,6% em comparação com fevereiro. A Abraciclo confirmou que este patamar representa um recorde histórico para o mês de março.
“O desempenho do primeiro trimestre foi notavelmente positivo, com março registrando a melhor produção da história”, declarou Marcos Bento, presidente da Abraciclo. Atualmente, o Brasil ocupa a sexta posição entre os maiores fabricantes de motocicletas globalmente.
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Varejo
O segmento de motocicletas no varejo demonstrou forte vigor nas vendas, com volumes recordes de licenciamentos tanto no acumulado do primeiro trimestre quanto especificamente em março. De janeiro a março deste ano, 571.728 unidades foram comercializadas, um aumento de 20,6% frente ao mesmo período do ano anterior. Somente em março, foram licenciadas 221.618 motocicletas, representando um crescimento de 33,5% em comparação com março do ano passado e de 29,2% em relação a fevereiro.
“As vendas permanecem robustas, impulsionadas principalmente pelas vantagens da motocicleta, como a economia, a agilidade na mobilidade urbana, o baixo custo de aquisição e sua aplicação no uso profissional”, explicou o presidente da associação em coletiva de imprensa realizada hoje.
Contudo, Bento ressaltou que o setor permanece vigilante diante dos potenciais impactos dos conflitos no Oriente Médio. “Há uma inquietude em relação aos confrontos internacionais. Isso afeta os preços do petróleo e seus derivados, elevando a inflação e resultando em uma ligeira diminuição da taxa Selic. Tal conjuntura macroeconômica gera certa apreensão para o segmento”, afirmou o executivo.
Exportações
No primeiro trimestre do ano, as exportações de motocicletas originárias do Polo Industrial de Manaus registraram um incremento de 18,6%, totalizando 11.441 unidades enviadas ao exterior.
“Observamos novamente um crescimento nas remessas para a América do Sul, com a Argentina assumindo a liderança, impulsionada pela recuperação de sua economia”, destacou o presidente da entidade.
Em março, 4.606 unidades foram exportadas, um volume 13,9% superior ao de março do ano anterior e 29,1% maior em relação a janeiro.
Projeções para 2026
Para o ano corrente, a Abraciclo estima um aumento de 4,5% na fabricação de motocicletas, alcançando a marca de 2.070.000 unidades. A expectativa para os licenciamentos também é positiva, com 2.300.000 motocicletas vendidas, o que significaria um incremento de 4,6% comparado ao ano passado.
No que tange às exportações, a projeção da associação aponta para um crescimento de aproximadamente 4,4% neste ano, com um total de 45.000 unidades destinadas ao mercado externo.
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