O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, anulou neste domingo (11) a ordem que havia bloqueado temporariamente o canal Exército do Lula, plataforma no WhatsApp voltada para manifestações de apoio à campanha eleitoral.
A medida inicial tinha partido do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, atendendo a uma representação apresentada pela equipe jurídica ligada ao adversário político na disputa.
Anteriormente, o relator do caso havia solicitado esclarecimentos adicionais à defesa, mas evitado impor restrições imediatas à circulação de mensagens na ferramenta digital de comunicação.
Contexto da disputa jurídica
O canal conta com mais de 3,4 milhões de seguidores e foi alvo de questionamentos judiciais sob a alegação de propagação de conteúdos considerados falsos sobre programas sociais e propostas de governo.
O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela criação do espaço virtual, repudiou a interrupção temporária e classificou a medida como uma forma de restrição à liberdade de expressão.
Diante do impasse, representantes da candidatura petista anunciaram que recorreriam às instâncias judiciais para restabelecer o equilíbrio e garantir a continuidade das atividades de mobilização digital.
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