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Domingo, 11 de Outubro 2026
Utilidade Pública

Jornalistas enfrentam mais de 14 mil ataques digitais durante as eleições

Relatório aponta que profissionais da imprensa sofreram centenas de agressões diárias nas redes sociais, com foco em mulheres.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Jornalistas enfrentam mais de 14 mil ataques digitais durante as eleições
© Lula Marques/ Agência Brasil
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Durante o primeiro turno das eleições, jornalistas e veículos de imprensa foram alvo de 14.182 ataques digitais nas redes sociais X e Instagram. O levantamento, realizado entre 16 de agosto e 4 de outubro, revelou uma média diária de 283 agressões com foco no pleito.

Na reta final do período eleitoral, a média subiu para 327 registros diários. Quando analisadas as ocorrências direcionadas a profissionais específicos, as mulheres lideraram as estatísticas, concentrando 64,8% das agressões mapeadas.

Os dados compõem o relatório da Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor), em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados da Universidade Federal do Espírito Santo (Labic) e o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio).

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Para a CDJor, o cenário é preocupante. A coordenação jurídica da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) destaca que a enxurrada de investidas busca descredibilizar e intimidar a imprensa.

O prejuízo atinge toda a sociedade, criando barreiras contra profissionais que exercem um papel fundamental na democracia, especialmente durante o período eleitoral.

Aumento gradual das agressões

A pesquisa acompanhou 3,7 milhões de conteúdos digitais ao longo de 50 dias, monitorando 652 termos e hashtags ofensivos no X e no Instagram.

Os registros subiram de 2.630 casos na primeira quinzena para 4,4 mil na segunda, uma alta de 67,3%. Na última semana, atingiram 4.537 ocorrências.

As mensagens buscaram desqualificar veículos e repórteres com termos como “fake news”, “jornalista militante” e “imprensa golpista”, além de acusações de manipulação.

Mulheres são principais alvos

Entre os profissionais identificados individualmente, as mulheres sofreram 2.013 dos 3.106 registros de hostilização. Além de questionamentos profissionais, receberam insultos sexuais e misóginos.

Impacto na democracia

A disputa presidencial concentrou quase 80% dos ataques com contexto eleitoral identificado, gerando riscos reais à segurança das equipes e à circulação de informações públicas.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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