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Quinta-feira, 22 de Outubro 2026
Curiosidades

Lixo espacial é encontrado no Paraná e pode ser parte do foguete de Elon Musk, segundo especialistas

Pesquisadores do Bramon ressaltam localização e semelhanças entre objeto e parte do motor do foguete Falcon 9 da SpaceX.

Camila Sanches Silva
Por Camila Sanches Silva
Lixo espacial é encontrado no Paraná e pode ser parte do foguete de Elon Musk, segundo especialistas
Reprodução/Bramon
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Um grupo de pesquisadores da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) classificou como "enorme a probabilidade" de um pedaço de metal encontrado no Paraná ser parte do foguete Falcon 9 da SpaceX, do bilionário Elon Musk.

Eles acreditam que o objeto seja a tubeira de um dos motores da segunda etapa do foguete.

O Falcon 9 foi lançado em 2015, mas ficou sem combustível suficiente para retornar à Terra depois de completar sua missão e acabou permanecendo no espaço.

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Conforme publicado pelo instituto, a localização da cidade de São Mateus do Sul, onde o objeto foi encontrado, fica "praticamente abaixo da trajetória da reentrada" do foguete que foi observada na última semana.

Na quarta-feira (16), um casal encontrou o objeto de metal de cerca de quatro metros de comprimento em uma propriedade rural. Eles acreditam que o pedaço de metal retorcido seja lixo espacial. 

Ainda de acordo com o grupo de pesquisadores, ao analisarem as imagens, eles encontraram semelhanças entre a tubeira do motor Merlin 1D do foguete Falcon 9 com o objeto. O instituto ainda ressaltou que o tamanho citado pelos moradores, de cerca de quatro metros, bate com a medida de mais de três metros característica da peça.

Por fim, os pesquisadores ainda apontaram que o material da tubeira do motor explicaria o fato do objeto ter resistido à reentrada atmosférica.

Conforme os especialistas, a tubeira é feita de uma liga de nióbio e titânio que garante resistência adicional às altas temperaturas.

 

Como o lixo espacial foi encontrado

De acordo com a empresária Joseane Maria Franco Portes, o objeto foi encontrado por acaso, quando o marido dela, João Ricardo Pacheco Porte, verificava as cercas da propriedade. 

“Ele encontrou a peça e disse ‘Jô, achei um negócio no meio do mato, venha ver’. Aí eu fui e levei o celular. Mas não tive coragem de encostar”.

A empresária explicou que o objeto caiu em um terreno ao lado do que ela e o marido moram. Mas apesar de terem encontrado a peça nesta quarta, ela e o marido acham que a queda aconteceu na semana passada.

“Eu ouvi um barulhão, umas 5h. Eu pensei que alguma coisa tinha explodido aqui perto, mas fui lá fora e não vi nada. Como o terreno é grande e trabalhamos com eventos, não é sempre que andamos por tudo, aí não achamos antes".

 

Investigação

Para o astrônomo Diego de Bastiani, o ideal é que o material seja encaminhado para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A equipe do g1 questionou o órgão se ele teve conhecimento sobre o caso, ao que Inpe respondeu "não analisar objetos que caíram em solo brasileiro".

O Instituto ainda ressaltou que a segurança do espaço aéreo é responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB) e a identificação de foguetes do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

"Estes destroços geralmente são pulverizados na atmosfera da terra, pouca coisa cai. A maioria cai no oceano. Mas não é descartada a possibilidade de um destroço cair em terra. Pelo tamanho, sim, parece ser um pedaço de fuselagem de foguete", destacou Bastiani. 

FONTE/CRÉDITOS: G1 PR
Camila Sanches Silva

Publicado por:

Camila Sanches Silva

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