Pedro Rodrigues Filho, 69, passou 42 anos preso, entre idas e vindas da prisão, e estava em liberdade desde 2018. Em entrevistas, ele declarou ter matado “mais de cem pessoas” e, oficialmente, foi considerado culpado por 71 homicídios. A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para apurar mais detalhes sobre a morte do homem e aguarda retorno.
Nascido em Santa Rita do Sapucai, no Sul de Minas, Pedrinho Matador cometeu o primeiro assassinato aos 13 anos, quando brigou com um primo e o empurrou para uma moedora de cana. Aos 14, matou o vice-prefeito de sua cidade, que havia acusado seu pai de furtar merenda escolar.
Pedrinho acusou o pai de ter matado a mãe e assassinou o homem na prisão. Ele dizia que matava somente pessoas que considerava ruins.
Especialista em criminologia e autora do livro “Serial Killers: Made in Brazil”, Ilana Casoy afirma que Pedrinho não é um justiceiro, mas um vingador, por matar aqueles que ele considera como o que há de pior na sociedade.