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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
Saúde

Queda histórica em consultas por lesões pré-cancerígenas após vacina contra HPV

Pesquisa recente comprova que a imunização oferecida pelo SUS reduziu drasticamente o risco de neoplasias em adolescentes.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Queda histórica em consultas por lesões pré-cancerígenas após vacina contra HPV
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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As consultas médicas devido a lesões pré-cancerígenas no colo do útero em adolescentes registraram uma queda de quase 78% após a introdução da vacina contra HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo, divulgado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, destaca o forte impacto positivo da imunização na rede pública.

O papilomavírus humano atua como o principal impulsionador do câncer de colo do útero. Esse tumor maligno costuma surgir a partir de alterações celulares conhecidas como neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau. Portanto, ao bloquear a infecção inicial, a campanha preventiva também evita o desenvolvimento de quadros mais graves.

Desde o ano de 2014, o SUS disponibiliza o imunizante para o público feminino jovem, expandindo o atendimento para meninos em 2017. Atualmente, a recomendação contempla a faixa etária dos 9 aos 14 anos. Os novos dados demonstram uma alteração profunda na incidência dessas complicações clínicas.

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Em 2011, antes da imunização em massa, o registro apontava 474 atendimentos a jovens de 15 a 19 anos. Esse montante subiu para 603 em 2015, mas despencou nos anos seguintes, atingindo 299 consultas em 2019 e apenas 136 ocorrências no decorrer de 2023.

A taxa de atendimento por 100 mil habitantes também despencou de 7,1 para 1,8 no mesmo intervalo avaliado. Especialistas ressaltam que apenas este grupo etário apresentou reduções tão expressivas, o que reforça a eficácia direta das ações governamentais.

Em contrapartida, a análise de outras infecções sexualmente transmissíveis revelou um cenário oposto. A procura por assistência médica para essas condições específicas aumentou entre o público jovem, o que descarta a hipótese de mudanças gerais de comportamento na saúde sexual.

Estimativas apontam que cerca de 5 mil casos podem ter sido evitados no país entre 2011 e 2019. A OMS reforça que a erradicação da doença é viável caso sejam mantidas altas coberturas de imunização e o rastreamento adequado das pacientes.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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