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Sábado, 18 de Abril 2026

Economia

Saída líquida de R$ 11,1 bilhões da poupança em março

No primeiro trimestre do ano, a caderneta já registra R$ 41,2 bilhões em retiradas. A persistência da taxa básica de juros (Selic) elevada é um dos fatores para os saques.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Saída líquida de R$ 11,1 bilhões da poupança em março
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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O saldo da caderneta de poupança apresentou retração em março, com um volume maior de retiradas em comparação aos depósitos. Conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (9), as saídas superaram as entradas em R$ 11,1 bilhões.

No período em questão, os depósitos totalizaram R$ 369,6 bilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,3 bilhões, e o saldo total da poupança se aproxima de R$ 1 trilhão.

Observa-se uma tendência de mais saques do que depósitos na caderneta de poupança nos últimos anos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o déficit da poupança atingiu R$ 85,6 bilhões.

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No primeiro trimestre de 2024, a caderneta já acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Uma das razões para essa movimentação é a manutenção da Selic, a taxa básica de juros, em patamar elevado, o que incentiva a busca por investimentos com maior rentabilidade.

Na reunião mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciou a redução da Selic, com um corte de 0,25 ponto percentual anual. Contudo, diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a autoridade monetária não descarta a possibilidade de reavaliar o ciclo de cortes, se necessário.

A Selic é a principal ferramenta utilizada pelo BC para assegurar o cumprimento da meta de inflação de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o objetivo é moderar a demanda aquecida, o que impacta os preços ao tornar o crédito mais caro e estimular a poupança.

Em fevereiro, o aumento nos custos de transporte e educação levou a inflação oficial do mês a 0,7%, uma aceleração em relação aos 0,33% de janeiro. No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses diminuiu para 3,81%, ficando abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação referente a março, que poderá refletir os efeitos da guerra no Oriente Médio, será divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente
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