A Câmara Municipal de Sarandi, noroeste do Paraná deve viver uma de suas sessões mais tensas e acompanhadas dos últimos tempos nesta segunda-feira, 2 de fevereiro. Em pauta, um pacote de projetos que altera profundamente a estrutura de custos do Poder Legislativo e que já está gerando forte repercussão nas redes sociais e nos bastidores políticos da cidade.
O impacto no bolso: De R$ 11 mil para R$ 16 mil
O ponto central da discórdia é o reajuste salarial dos vereadores. Atualmente, os parlamentares de Sarandi recebem, em média, R$ 11 mil. Caso o projeto seja aprovado, o subsídio passará para R$ 16 mil, o que representa um aumento real de aproximadamente 45%.
O reajuste ocorre em um momento em que a população cobra maior eficiência nos gastos públicos, tornando-se o principal alvo de críticas da opinião pública.


Além do aumento: 13º salário e Férias Remuneradas
O "pacote de benefícios" em votação não se limita ao salário mensal. A proposta inclui a criação de direitos que parlamentares municipais nem sempre possuem, dependendo da legislação local:
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13º Salário: Instituição da gratificação natalina para os vereadores.
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Férias Remuneradas: Pagamento de um mês de descanso anual com o adicional constitucional.
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Volta das Diárias: O projeto prevê o retorno do pagamento de diárias (reembolso por viagens e representações), um benefício que havia sido extinto em gestões anteriores após pressão popular.
Mobilização Popular
Nas redes sociais, grupos de moradores e entidades de classe já começam a se mobilizar para acompanhar a sessão de perto. A expectativa é que o plenário da Câmara fique lotado.
Políticos da oposição e da base governista devem travar um debate acalorado, uma vez que a aprovação desses projetos exige um desgaste político considerável em ano de atenção redobrada aos gastos públicos.