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Terça-feira, 10 de Marco de 2026

Cidades

Tragédia Sem Precedentes: Tornado F3 Mata Seis, Deixa Centenas de Feridos e um Cenário de Destruição no Paraná

Ventos de 250 km/h arrasaram cidades, deixando um rastro de mortes, feridos e destruição total, descrito como um "cenário de guerra"

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Tragédia Sem Precedentes: Tornado F3 Mata Seis, Deixa Centenas de Feridos e um Cenário de Destruição no Paraná
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Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava vivem momentos de horror após o impacto de um dos tornados mais devastadores da história do Sul do Brasil. Ventos de 250 km/h arrasaram cidades, deixando um rastro de mortes, feridos e destruição total, descrito como um "cenário de guerra".

O Sul do Brasil está novamente de luto e em pânico. Um tornado de força F3, com ventos que atingiram impressionantes 250 km/h, atingiu com violência inédita o estado do Paraná, concentrando a maior destruição nas cidades de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava. Os dados mais recentes confirmam uma tragédia de larga escala: seis pessoas morreram e mais de 430 ficaram feridas.

Vítimas e Destruição em Massa

O saldo de vítimas é devastador:

Leia Também:

  • Quatro mortes foram confirmadas em Rio Bonito do Iguaçu.

  • Uma morte foi registrada em Guarapuava.

  • 430 pessoas ficaram feridas e foram levadas a hospitais da região.

A descrição do cenário é de puro terror. Edifícios e casas foram totalmente destruídos, restando apenas o terreno em alguns casos. Carros e caminhões foram virados pela força do vento. O repórter Gelson Max, da Rádio Líder Sul, de Laranjeiras, descreveu o município de Rio Bonito do Iguaçu (que tem cerca de 13 a 14 mil habitantes) como um "cenário de pós-guerra". Ele relatou que 80% do município, em especial a área urbana, foi afetada, um mercado foi completamente levado e há relatos aterrorizantes de moradores arrastados pelo vento.

Cerca de quatro mil pessoas foram afetadas diretamente pela fúria do tornado.

Força-Tarefa e Estado de Calamidade

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, classificou a situação como um "cenário de guerra". Imediatamente, uma força-tarefa foi mobilizada:

  • Equipes de resgate e busca de várias regiões do Paraná, incluindo Curitiba, foram deslocadas.

  • Ambulâncias e aeronaves de apoio foram enviadas.

  • Um hospital de campanha foi montado para atender a enorme demanda de feridos.

  • Hospitais da região realizam um esforço hercúleo, com confirmação de sete cirurgias de emergência e duas pessoas em UTI.

As autoridades reforçam que há suspeita de mais vítimas sob os escombros e as buscas continuam ininterruptamente, com a triste confirmação de que muitas pessoas ainda estão desaparecidas.

O governo estadual, por meio do governador Ratinho Junior, afirmou que a Defesa Civil e as forças de segurança estão em alerta máximo e acompanha de perto a situação, devendo visitar a área. O governo federal também avalia o envio de ajuda humanitária. O estado de calamidade será decretado em Rio Bonito do Iguaçu.

Falta de Comunicação e Prejuízos Históricos

A violência do tornado não apenas destruiu estruturas, mas também isolou a cidade. Torres de energia foram arrancadas, deixando a região sem comunicação estabelecida.

Conforme a MetSul Meteorologia, este evento catastrófico se insere na lista dos mais devastadores tornados deste século no Sul do Brasil, pelo fenômeno ter atingido diretamente e com força colossal uma área urbana. Moradores relataram que o tornado veio acompanhado de um forte temporal, vento e granizo, aumentando o terror.

Municípios vizinhos também foram atingidos por ocorrências de menor gravidade, como árvores arrancadas e quedas de barreiras, mas o foco total de ajuda e atenção se concentra no cenário desolador de Rio Bonito do Iguaçu. Ginásios e grandes espaços foram liberados para acolher as pessoas que perderam absolutamente tudo.

As buscas por desaparecidos e o atendimento aos feridos continuam sendo a prioridade máxima das equipes no local, em meio ao que já é considerado um marco trágico na história climática do Paraná.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva
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Clécio Silva

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Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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