O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ordenou neste domingo (11) a desativação imediata do canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”. A ferramenta digital, voltada ao apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reunia aproximadamente 3,3 milhões de participantes.
A ordem da corte eleitoral foi emitida após o atendimento de uma solicitação formal apresentada pela chapa do candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL). Os advogados da campanha argumentaram que o espaço virtual vinha sendo instrumentalizado para a propagação de fake news.
Entre as acusações listadas, destacava-se a difusão de dados falsos sobre o suposto fim do Bolsa Família e cortes em benefícios previdenciários. Na avaliação do magistrado Kassio Nunes Marques, a alta capacidade de alcance do canal potencializa danos irreparáveis à lisura do pleito eleitoral.
O ministro ressaltou que a estrutura vinha replicando narrativas previamente julgadas como inverídicas pelo tribunal. Entre elas, encontrava-se o boato envolvendo a postura de Flávio Bolsonaro em relação ao título de Nossa Senhora Aparecida.
Por outro lado, o deputado federal André Janones (Rede-MG), apontado como idealizador da iniciativa, rejeitou veementemente as imputações. Segundo ele, a finalidade principal era apenas organizar e engajar a militância para a disputa do segundo turno.
Janones argumentou que a medida judicial reflete o receio dos adversários políticos diante da expressiva mobilização digital. A defesa do parlamentar ainda pode recorrer da decisão nos próximos trâmites legais da justiça eleitoral.
Colaborou Bruno de Freitas Moura, do Rio de Janeiro.
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