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Sábado, 24 de Outubro 2026
Política

TSE recebe apoio do grupo Prerrogativas no combate à desinformação e à violência política

Fachin se reuniu nesta terça (26) com integrantes do movimento, formado por advogados, juízes, juristas, professores e pesquisadores de várias áreas

Clécio Silva
Por Clécio Silva
TSE recebe apoio do grupo Prerrogativas no combate à desinformação e à violência política
TSE
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"O Tribunal Superior Eleitoral  não está só, porquanto a sociedade não tolera o negacionismo eleitoral".  A afirmação foi feita na tarde desta terça-feira (26) pelo presidente do TSE, ministro Edson Fachin, durante audiência com integrantes do grupo Prerrogativas, coletivo formado por advogados, juízes,  juristas, professores e pesquisadores de várias áreas do Direito, que atua em defesa do Estado Democrático de Direito.

Coordenado pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, o grupo manifestou apoio irrestrito à Justiça Eleitoral (JE) e ao sistema eletrônico de votação, bem como a convicção plena de que os resultados das eleições expressos pelas urnas eletrônicas são totalmente seguros, verdadeiros e confiáveis.  

Fachin enalteceu a iniciativa do grupo Prerrogativas, que se junta às mais de 100 manifestações de apoio recebidas pela JE, e deixou um chamamento ao movimento: “Vossas senhorias têm a relevante missão de contribuir para iluminar o tempo do porvir e para obstar que um grande ocaso novamente se abata sobre o Brasil”.

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O presidente do TSE também ressaltou que a Justiça Eleitoral, amarrada à Constituição Federal e à institucionalidade, não se fascina pelo canto das sereias do autoritarismo, não se abala às ameaças e intimidações e não vai tolerar a violência eleitoral. "A Justiça Eleitoral não medirá esforços para agir, a fim de coibir a violência como arma política e enfrentar a desinformação como prática do caos", afirmou. 

O ministro ainda destacou sete premissas de contenção que devem compor uma rede de proteção da democracia: sociedade civil; imprensa livre; Parlamento com eleições periódicas; forças de segurança a serviço e nos limites do Estado Democrático de Direito; democracia como uma questão global da ‘casa comum’ da comunidade internacional; a autoridade do Ministério Público eleitoral, sem omissões; e a Justiça Eleitoral.

De acordo com Fachin, é dever da Justiça Eleitoral exercitar a escuta e o diálogo como formas próprias de uma sociedade plural e diversa, respeitando todas as visões sem distinções nem privilégios.

Urnas

Segundo o ministro, o ataque às urnas eletrônicas como pretexto para se brandir cólera não induzirá o país a erro, pois o Brasil confia na Justiça Eleitoral, criada há 90 anos para conduzir eleições íntegras. Sobre o assunto, o presidente do TSE citou recente artigo publicado pelo professor Marcus André Melo, que define a agressão ao sistema eletrônico de votação como um ataque ao voto dos mais pobres e destaca que a introdução dos equipamentos nas eleições mudou radicalmente essa situação, ao emancipar “de facto” o eleitorado pobre.

Fachin louvou a preocupação do grupo Prerrogativas com a democracia e a vida pública no país, e reiterou que as eleições de outubro serão realizadas e que os eleitos serão diplomados. "Não há justiça sem sociedade civil e advocacia fortes e em diálogo, nomeadamente para defender o processo eleitoral, as eleições, e o próprio Estado Democrático de Direito", afirmou o presidente do TSE.

Confira a íntegra da saudação do ministro Fachin.

Violência política

O grupo também expôs a preocupação com a escalada de violência política que assola o país e demonstrou interesse em participar do Grupo de Trabalho (GT) criado pelo TSE para elaborar e sugerir diretrizes para prevenção e combate à violência política.

Presente no encontro, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral e coordenador do GT, ministro Mauro Campbell Marques, acolheu o pedido e solicitou que o movimento encaminhe sugestões para a elaboração de uma rotina de apuração e repressão célere a qualquer tentativa de violência política no processo eleitoral.  

Secretária-geral da Presidência do TSE, Christine Peter falou dos trabalhos da Comissão Gestora de Política de Gênero da Corte Eleitoral (TSE Mulheres), criada para atuar no planejamento e no acompanhamento de ações relacionadas ao incentivo à participação feminina na política e institucional na Justiça Eleitoral, temas que também foram levantado pelos representantes do Prerrogativas.  

A comissão do Prerrogativas foi representada na audiência desta terça pelos seguintes advogados e advogadas: Kenarick Boujikian, Mauro Menezes, Daniela Teixeira, Carol Proner, Juliano Breda, Marcelise Azevedo, Michel Saliba, Luis Viana e Alessandra Camarano.

FONTE/CRÉDITOS: Paraná Urgente - TSE
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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