A educação pública do Paraná está a um passo da paralisação total. Em uma assembleia extraordinária massiva realizada online neste sábado (14), professores e funcionários da rede estadual aprovaram um indicativo de greve que pode suspender as aulas em todo o estado a partir do dia 23 de março.
O movimento, liderado pela APP-Sindicato, estabeleceu um ultimato: o governo estadual tem até a próxima sexta-feira (20) para apresentar avanços concretos nas negociações. Caso contrário, o Paraná enfrentará uma das maiores mobilizações da categoria nos últimos anos.
O Ultimato: Por que os professores podem parar?
A insatisfação da categoria não é de hoje, mas os números apresentados na assembleia mostram um abismo crescente entre as expectativas dos servidores e as propostas do Estado. As reivindicações centrais atacam diretamente o bolso e a carreira dos trabalhadores:
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Reajuste Salarial de 12,84%: Valor referente à reposição das perdas inflacionárias acumuladas entre agosto de 2023 e abril de 2025.
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Reforma da Carreira: Pedido de equiparação salarial e correção imediata das tabelas de vencimentos.
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Enquadramento por Tempo de Serviço: Uma demanda histórica dos funcionários de escola que buscam valorização por décadas de dedicação.
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Justiça Previdenciária: A categoria exige que o desconto previdenciário para aposentados incida apenas sobre valores que excedam o teto do INSS (R$ 8.475,54), protegendo quem ganha menos.
Calendário de Guerra: Protestos começam HOJE
A mobilização não vai esperar o dia 23. O cronograma de pressão já está nas ruas e promete cercar os centros de poder em Curitiba:
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Segunda-feira (16/03): Vigília estratégica em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Os trabalhadores buscam apoio dos deputados para mediar o conflito.
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Terça-feira (17/03): Manifestação de grande porte em frente ao Palácio Iguaçu. O objetivo é levar o barulho das escolas diretamente ao gabinete do governador.
"A categoria está unida e o prazo está dado. Não aceitaremos menos do que a reposição justa de nossas perdas e o respeito à nossa carreira", afirmam lideranças sindicais nos bastidores da mobilização.
Impacto: O que os pais e alunos devem esperar?
Se a greve for confirmada no dia 23, centenas de milhares de alunos da rede estadual podem ficar sem aulas por tempo indeterminado. A recomendação para as famílias é acompanhar de perto as atualizações oficiais até a sexta-feira (20), data decisiva para o desfecho das negociações.
Até o momento, o Governo do Estado não emitiu uma contraproposta oficial que atenda a totalidade dos pontos exigidos pela APP-Sindicato.
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