Um brasileiro natural de Apucarana, no Norte do Paraná, foi preso no Paraguai sob suspeita de participação em um dos maiores assaltos da história recente do país. A operação ocorreu nesta quinta-feira (18), na cidade de Minga Guazú, localizada a aproximadamente 30 quilômetros de Foz do Iguaçu.
Além do brasileiro, dois paraguaios também foram detidos durante a ação. A operação integra as investigações sobre o mega-assalto realizado na madrugada de terça-feira (16), quando criminosos atacaram instituições financeiras e uma casa de câmbio em Santa Rita, município situado a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil.
Ataque Mobilizou Mais de 20 Criminosos Armados
De acordo com as autoridades paraguaias, mais de 20 assaltantes fortemente armados participaram da ação criminosa. O caso ganhou grande repercussão nacional e internacional. Além disso, a imprensa local classificou o episódio como um dos maiores roubos já registrados no Paraguai.
As investigações apontam que o grupo utilizou planejamento avançado e armamento pesado para executar o ataque. Por isso, forças de segurança intensificaram as buscas por suspeitos em diversas regiões do país.
Brasileiro Preso Possui Antecedentes Criminais
Entre os detidos está Emanuel Cidade Campos, de 23 anos, natural de Apucarana. Segundo informações da polícia paraguaia, ele possui antecedentes criminais no Brasil por roubos agravados e tráfico de drogas.
Também foram presos Leandro Alfredo Portillo Achucarro, de 30 anos, e Adriana Barboza Balmori, de 34 anos. Conforme os investigadores, Portillo possuía um mandado de prisão em aberto relacionado a um crime de roubo com resultado de morte ou lesão grave.
Armas, Coletes Balísticos e Munições Foram Apreendidos
Durante a operação realizada em uma residência no bairro Loma III, os agentes encontraram diversos materiais que podem ter sido utilizados pela quadrilha.
Entre os itens apreendidos estavam:
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Cinco coletes balísticos reforçados com placas metálicas;
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Uma espingarda calibre 12;
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Quinze munições;
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Cinco dispositivos conhecidos como miguelitos;
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Duas balaclavas;
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Luvas;
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Telefones celulares;
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Cartões bancários;
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Documentos diversos;
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Quantia em dinheiro.
Segundo a polícia, todo o material será analisado para identificar sua ligação com o assalto e com possíveis organizações criminosas atuantes na região de fronteira.
Autoridades Investigam Participação de Brasileiros
Desde os primeiros momentos da investigação, as autoridades paraguaias consideravam a participação de brasileiros no crime. Isso porque testemunhas afirmaram ter ouvido integrantes da quadrilha se comunicando em português durante a execução do assalto.
O chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dure Rios, destacou que grupos compostos por brasileiros e paraguaios costumam atuar em conjunto nesse tipo de ação criminosa.
Segundo ele, muitos integrantes dessas organizações residem no Paraguai e utilizam a região de fronteira para facilitar operações ilegais.
Outros Suspeitos Já Foram Detidos
As investigações avançaram rapidamente. Na quarta-feira (17), José Cuevas Yegros e Ramon Leonardo Bogado também foram presos em operações realizadas na cidade de Emboscada, próxima à capital Assunção.
Durante as buscas, a polícia apreendeu celulares e uma mochila que podem conter informações importantes para o esclarecimento do caso. Os materiais foram encaminhados ao Ministério Público paraguaio para perícia.
Prejuízo Milionário e Investigações em Andamento
Até o momento, as autoridades não divulgaram o valor exato levado pelos criminosos. Entretanto, a estimativa inicial aponta prejuízo de milhões de guaranis para as instituições atacadas.
Enquanto isso, equipes especializadas continuam realizando diligências para localizar outros integrantes da quadrilha. Além disso, os investigadores trabalham para recuperar parte do dinheiro roubado e identificar possíveis conexões com facções criminosas brasileiras.
O caso segue sob investigação e novas prisões não estão descartadas pelas autoridades paraguaias.
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