As fortes chuvas no Paraná que atingem o estado desde a última quarta-feira (9) já provocaram estragos em 83 municípios, afetando diretamente 23.947 pessoas, conforme o boletim atualizado pela Defesa Civil no final da manhã desta terça-feira (15). O fenômeno extremo deixou quatro mortos, dois desaparecidos e milhares de desalojados em decorrência de alagamentos e deslizamentos de terra.
O levantamento oficial considera todos os cidadãos que sofreram algum tipo de impacto em suas residências ou ficaram sem serviços essenciais, como fornecimento de energia elétrica, água potável e redes de comunicação. Pelo menos 2.823 moradores precisaram deixar suas casas, sendo 2.212 desalojados em residências de parentes ou amigos e 611 abrigados em espaços públicos disponibilizados pelas prefeituras.
Cidades mais afetadas e transbordamento de rios
A situação mais crítica ocorre em União da Vitória, município localizado no sul paranaense, onde a prefeitura estima a presença de 1,8 mil desalojados e 400 pessoas em abrigos públicos. Cortado pelo Rio Iguaçu — cujo nível normal é de 3,5 metros —, o manancial atingiu o pico de 6,275 metros. Outras localidades também enfrentam sérios problemas estruturais:
- Castro, nos Campos Gerais
- Piraí do Sul, nos Campos Gerais
- São Mateus do Sul, na região sul
- Vários municípios da Região Metropolitana de Curitiba
Balanço de vítimas e rodovias interditadas
Ao longo dos sete dias de temporais, quatro óbitos foram confirmados pelas autoridades de segurança. Três pessoas da mesma família — mãe, filho e padrasto — morreram soterradas após o desabamento de um barranco sobre a residência em Ponta Grossa. Na Região Metropolitana de Curitiba, um homem morreu e outro segue desaparecido após tentarem atravessar uma ponte submersa de carro em Rio Branco do Sul. Outro desaparecimento foi registrado em Tunas do Paraná.
A infraestrutura viária também sofreu graves impactos. O estado permanece com trechos de rodovias interditados, com destaque para a ligação entre Curitiba e Adrianópolis, na região do Vale do Ribeira, que conecta o Paraná ao estado de São Paulo. A Polícia Rodovia Federal disponibilizou ferramentas digitais para o monitoramento em tempo real das interdições.
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