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Terça-feira, 02 de Junho 2026
Curiosidades

Cigarro eletrônico é três vezes mais nocivo que o cigarro comum e não ajuda a parar de fumar

O uso do cigarro eletrônico pode aumentar os riscos de câncer e de problemas pulmonares.

Camila Sanches Silva
Por Camila Sanches Silva
Cigarro eletrônico é três vezes mais nocivo que o cigarro comum e não ajuda a parar de fumar
Agência Brasil
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Os cigarros eletrônicos, também conhecidos como vape ou JUUL, têm um formato similar a um cigarro, mas também podem vir em forma de caneta ou até parecidos com um pen drive. Eles têm sido cada vez mais comuns entre pessoas mais jovens e foram introduzidos no comércio como uma alternativa para quem quer parar de fumar, no entanto, ainda não há evidências de que isso aconteça.

Só que esse hábito pode trazer prejuízos a saúde. Recentemente, viralizou no Brasil o caso de um  bancário de 30 anos, em Manaus, que fez um alerta nas redes sociais sobre o consumo de cigarros eletrônicos. De acordo com o morador, o pulmão dele foi perfurado após alguns dias intensificando o uso do dispositivo eletrônico durante uma viagem de férias ao Rio de Janeiro. Ele usou o cigarro por duas semanas e ficou 11 dias internado.

De acordo com a pneumologista do Hospital Nossa Senhora das Graças Dra. Daniella Porfirio Nunes, os cigarros eletrônicos podem causar dependência física e não ajudam a parar de fumar. Segundo ela, esses produtos não devem ser usados já que trazem mais malefícios do que benefícios.

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“Os sites divulgam para dar a impressão de que seria algo mais saudável que o cigarro de filtro. Não temos na literatura um nível de segurança para usar”, diz.

Três vezes mais nocivo que o cigarro comum

A Drta Daniella explica que o uso desses produtos pode provocar aumento no risco de câncer e sintomas cardiovasculares. Além disso, ela afirma que o produto pode ser porta de entrada para que os jovens usem outros tipos de drogas.

“Pode ser porta de entrada dos jovens para o uso de outras drogas, já que o sal básico reduz o desconforto na hora que o cigarro é fumado”, conta

O cigarro eletrônico pode ser até três vezes mais nocivo do que o cigarro comum. De acordo com Daniella, a título de comparação, uma sessão de uso de narguilé corresponde a até 4 horas e os danos podem chegar a até 100 cigarros por sessão (5 carteiras por dia). Já o cigarro eletrônico é dividido em várias gerações e libera sais de nicotina. Uma carga pode ser correspondente a três carteiras de cigarro.

 

Aumento de infecções pulmonares

Para Juliana Puka, pneumologista e professora do curso de medicina da Universidade Positivo, o vapor emitido pelos cigarros eletrônicos pode causar ou aumentar infecções pulmonares. Além disso, ela destaca que esses produtos não são seguros e que o uso de qualquer acessório derivado do tabaco pode trazer danos á saúde.

Juliana destaca que os defensores do cigarro eletrônico costumam destacar que esses acessórios não trabalham com a queima de produtos e que por isso seriam menos nocivos. No entanto, ela cita que pelo menos seis pessoas já morreram pelo uso do cigarro eletrônico no Brasil.

“Tabaco vem sendo apresentado de diferentes formas para o consumo. Mesmo os produtos que se dizem isentos de nicotina nós já sabemos que tem nicotina”, diz.

Pelo menos trinta países contam com o mesmo tipo de proibição, enquanto mais de cem apresentam regras para regulamentar o uso, impondo limites de idade e restringindo qualquer tipo de incentivo.

 

Não é aprovado pela Anvisa

Em 2009, a Anvisa proibiu a venda, importação e propaganda dos cigarros eletrônicos, devido à ausência de dados científicos que pudessem comprovar a segurança dos aparelhos. No entanto, o comércio desses produtos continua no país e se tornou uma verdadeira febre.

Outros trinta países contam com o mesmo tipo de proibição do cigarro eletrônico, enquanto mais de cem apresentam regras para regulamentar o uso, impondo limites de idade e restringindo qualquer tipo de incentivo.

FONTE/CRÉDITOS: Rodrigo Silva/Banda B
Camila Sanches Silva

Publicado por:

Camila Sanches Silva

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