A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), apresentou nesta terça-feira, 29, na Câmara Municipal, o balanço das contas públicas de Maringá referente ao segundo quadrimestre de 2026. A prestação de contas demonstrou uma situação financeira sólida, com recursos disponíveis para garantir investimentos essenciais para a população até o encerramento do exercício financeiro deste ano.
Equilíbrio orçamentário e superávit de R$ 55 milhões
De acordo com o relatório oficial apresentado pela Sefaz, o município de Maringá arrecadou R$ 2,38 bilhões entre janeiro e agosto de 2026. Esse montante corresponde a 68,62% da receita total prevista para todo o ano. Em contrapartida, as despesas empenhadas no mesmo período somaram R$ 2,33 bilhões.
Essa diferença positiva resultou em um superávit orçamentário de R$ 55,14 milhões. Ao final do segundo quadrimestre, a cidade registrou um resultado financeiro acumulado de R$ 424,68 milhões, divididos da seguinte forma:
- Recursos vinculados: R$ 226,03 milhões (destinados a áreas específicas);
- Recursos livres: R$ 198,65 milhões (disponíveis para aplicação discricionária).
A existência desses recursos livres assegura a continuidade e a potencial ampliação dos serviços públicos essenciais oferecidos aos moradores de Maringá nos próximos meses.
Investimentos em Saúde e Educação acima do limite constitucional
A prestação de contas detalhou a destinação de recursos para setores prioritários. Na área da Saúde, a administração municipal aplicou 20,36% da receita corrente líquida em ações e serviços públicos de saúde. O índice supera com folga o patamar mínimo de 15% exigido pela Constituição Federal.
Já no setor de Educação, o percentual aplicado até o segundo quadrimestre foi de 20,53%. Historicamente, esse índice é ampliado de forma significativa durante o último quadrimestre do ano, permitindo que a prefeitura atinja o mínimo anual obrigatório de 25% até o fechamento do balanço anual.
Redução de despesas com pessoal e fortalecimento da arrecadação
Outro ponto de destaque no relatório financeiro foi a gestão de despesas com pessoal e encargos sociais. Houve uma retração de 3,69 pontos percentuais nessa categoria em comparação ao mesmo período de 2025. O gasto com funcionalismo representou 43,22% da Receita Corrente Líquida ajustada, bem abaixo do limite prudencial de 51,3% fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
No campo das receitas, a arrecadação de impostos e taxas municipais registrou um crescimento expressivo de 15,08% em relação ao ano anterior. O principal motor desse crescimento foi o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), cuja arrecadação saltou 27,57%, passando de R$ 261,96 milhões para R$ 334,18 milhões.
Compensação de perdas externas e disciplina fiscal
O fortalecimento da arrecadação própria de Maringá foi crucial para mitigar perdas em repasses externos. As transferências correntes enviadas pelo Governo do Estado registraram uma queda de 4,36% no período. A maior redução ocorreu nos repasses do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que despencou 26,14%.
Segundo o secretário de Fazenda, Carlos Augusto Ferreira, as oscilações do IPVA e as incertezas em torno da reforma tributária exigiram cautela. "Isso reforça que as medidas que adotamos foram necessárias para manter o equilíbrio das contas públicas", afirmou o secretário, destacando a disciplina fiscal do município.
Ferreira concluiu apontando que a readequação do desconto do IPTU foi vital para preservar os serviços públicos. "Hoje o município tem os gastos sob controle, assim como as dívidas. Estamos com superávit de R$ 424 milhões e recursos livres de R$ 198 milhões para serem aplicados até o final do ano. É o melhor resultado dos últimos anos", celebrou.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se