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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Justiça

Moraes Adverte Bolsonaro por Descumprimento de Medidas, mas Afasta Prisão Preventiva por Ora

Ao negar prisão de Bolsonaro, Moraes diz: Justiça é cega, mas não é tola

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Moraes Adverte Bolsonaro por Descumprimento de Medidas, mas Afasta Prisão Preventiva por Ora
Reprodução STF
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Brasília, DF - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, emitiu uma dura advertência ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (24) pelo descumprimento de medidas cautelares impostas no âmbito das investigações que apuram uma suposta tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Apesar da advertência, Moraes decidiu, por ora, não decretar a prisão preventiva do ex-mandatário, classificando a infração como uma "irregularidade isolada".

A advertência veio após a defesa de Bolsonaro ser intimada a prestar esclarecimentos sobre a participação do ex-presidente em eventos e a divulgação de suas falas em redes sociais de terceiros, o que configuraria uma violação da proibição de uso de suas próprias redes.

Em sua decisão, o ministro ressaltou que, embora o descumprimento das medidas cautelares possa, legalmente, resultar na decretação da prisão preventiva, optou por não tomar tal medida neste momento. Moraes considerou o argumento da defesa de que não houve a intenção de descumprir as determinações e que Bolsonaro tem, de maneira geral, seguido as outras restrições, como o recolhimento noturno e o uso de tornozeleira eletrônica.

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Contudo, a decisão de Moraes deixa claro que a paciência da Corte tem limites. O ministro foi enfático ao afirmar que "se houver novo descumprimento, a conversão [das medidas cautelares em prisão preventiva] será imediata".

 

Contexto das Investigações e Medidas Cautelares

 

Jair Bolsonaro é alvo de diversas investigações no STF, incluindo a que apura a trama para um golpe de Estado que visava mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022. No âmbito deste inquérito, Moraes impôs uma série de medidas cautelares ao ex-presidente, que incluem:

  • Proibição de deixar o país;

  • Entrega do passaporte;

  • Proibição de se comunicar com outros investigados;

  • Uso de tornozeleira eletrônica;

  • Recolhimento domiciliar noturno;

  • Proibição de utilizar redes sociais.

A recente advertência de Moraes evidencia a tensão contínua entre o Judiciário e o ex-presidente. Enquanto aliados de Bolsonaro criticam as decisões do ministro, classificando-as como perseguição política, juristas se dividem. Alguns defendem a legalidade e a necessidade das medidas para garantir a ordem pública e o andamento das investigações, enquanto outros apontam para um possível excesso e questionam a constitucionalidade de algumas das restrições impostas.

A decisão de não prender Bolsonaro neste momento pode ser interpretada como um gesto de temperança por parte do ministro, que optou por dar um último aviso antes de tomar uma medida mais drástica. A bola, agora, está no campo do ex-presidente, que terá de seguir à risca as determinações judiciais para evitar a possibilidade de uma prisão preventiva no futuro.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva - STF
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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