O Ministério Público (MP-PR) de Maringá, no norte do estado, está investigando o conselheiro tutelar Jesiel Carrara pela participação nos atos golpistas que terminaram com a depredação dos prédios do Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional em Brasília (DF).
Ele é alvo de um inquérito civil, aberto na segunda-feira (9), que também pede o afastamento temporário do suspeito das funções. Em vídeo divulgado pelo próprio conselheiro em uma rede social, Carrara aparece junto a outros manifestantes na capital federal. Ele deletou o vídeo horas depois.
A investigação é de responsabilidade do promotor Ricardo Malek Fredegoto. O g1 obteve a portaria de instauração do procedimento. A reportagem procura a defesa de Carrara para comentar o caso.
No documento, o promotor Fredegoto disse que a conduta do conselheiro está sendo apurada por "possível prática do crime de golpe de estado".
O promotor solicita que a Prefeitura de Maringá investigue o profissional em um processo disciplinar. O promotor também deu 48 horas para a prefeitura informar quais medidas serão tomadas.
Em nota, a administração municipal disse que que recebeu a notificação do Ministério Público e que as medidas administrativas internas estão sendo tomadas, mas não informou quais.