A Inglaterra abandonou, nesta quinta-feira (27), quase todas as últimas restrições impostas contra a variante ômicron do coronavírus, com um governo esperançoso de que a população conviva com a Covid-19.
Esta liberdade chega em bom momento para o primeiro-ministro Boris Johnson, mais do que nunca enfraquecido à frente do governo pelo escândalo das festas em Downing Street que violaram as regras durante a pandemia.
Ele comemorou no Twitter a nova etapa, alertando, porém, que "a pandemia não acabou": "Todos devem permanecer cuidadosos, e peço a todos aqueles que ainda não receberam a vacina que se manifestem".
Depois de retirar, há uma semana, a recomendação de trabalhar em casa, a Inglaterra se livra agora de outras restrições - entre as mais leves da Europa - introduzidas em dezembro diante da onda de casos da ômicron: obrigação de usar máscara em ambientes fechados ou locais públicos e passaporte de vacinação para eventos com grande público.
O governo também anunciou que os moradores de casas de repouso - 86,5% dos quais receberam a dose de reforço da vacina - poderão receber um número ilimitado de visitantes a partir de segunda-feira. Se testarem positivo para coronavírus, terão que se isolar por menos tempo.
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, anunciou que continuará sendo obrigatório o uso de máscara nos transportes públicos da capital. Algumas cadeias de supermercados como Sainsbury's, Waitrose ou Morrisons também pedem aos seus clientes que sigam a medida.