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Segunda-feira, 05 de Outubro 2026
Economia

Petrobras bate recorde de valor de mercado após descoberta de petróleo no Amapá

Empresa adicionou R$ 20,9 bilhões e viu suas ações avançarem na B3 após anúncio de nova jazida na Margem Equatorial.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Petrobras bate recorde de valor de mercado após descoberta de petróleo no Amapá
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A Petrobras alcançou a marca de R$ 700,08 bilhões no encerramento do pregão da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, estabelecendo um novo recorde em seu valor de mercado nesta sexta-feira (2).

O avanço histórico foi impulsionado pelo anúncio de uma nova descoberta de óleo em águas ultraprofundas na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, situada na Margem Equatorial.

Somente durante a sessão de sexta-feira, a estatal incorporou R$ 20,9 bilhões ao seu montante. As ações preferenciais subiram 2,81%, ao passo que as ordinárias registraram valorização de 3,25%.

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Em entrevista coletiva realizada no mesmo dia, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, destacou que o achado no poço Morpho reforça as perspectivas para uma nova fronteira exploratória.

Estudos da Empresa de Pesquisa Energética apontam que o potencial recuperável na Bacia da Foz do Amapá e região pode atingir 10 bilhões de barris de óleo equivalente.

Recordes anteriores

Ao longo de 2026, a petroleira já havia superado suas marcas máximas em três ocasiões anteriores: em 15 de setembro (R$ 692,35 bilhões), 14 de abril (R$ 680,10 bilhões) e 30 de março (R$ 677,24 bilhões).

Entre janeiro e setembro, a combinação de valorização de mercado e distribuição de proventos gerou um retorno de cerca de 185% em dólar, superando concorrentes globais como Chevron, ExxonMobil e Shell.

Impactos ambientais

Apesar do otimismo econômico, o Ministério Público Federal solicitou na segunda-feira (28) a suspensão da licença ambiental emitida para as operações da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas.

A medida, protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, exige a paralisação imediata de perfurações no bloco FZA-M-59.

O MPF aponta riscos operacionais e destaca a necessidade de consulta prévia às comunidades indígenas, quilombolas e de pescadores locais, conforme a Convenção nº 169 da OIT.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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