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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Cidades

Prefeitura de Campo Mourão rompe contrato com BK Bank investigado por ligação com PCC

Cerca de 3 mil servidores foram afetados, mas auxílio-alimentação será pago direto na folha

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Prefeitura de Campo Mourão rompe contrato com BK Bank investigado por ligação com PCC
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Prefeitura de Campo Mourão rescinde contrato com o BK Bank, empresa investigada por ligação com o PCC e sonegação de R$ 7,6 bilhões. Cerca de 3 mil servidores foram afetados, mas auxílio-alimentação será pago direto na folha.

A Prefeitura de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, anunciou oficialmente a rescisão do contrato com a empresa BK Bank (também conhecida como DE Bank), responsável pelo fornecimento dos cartões de vale-alimentação aos servidores municipais. A decisão, tomada no dia 17 de setembro e publicada no Diário Oficial em 19 de setembro, ocorre em meio a uma investigação que aponta suposta ligação da fintech com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em um esquema de sonegação que pode ultrapassar R$ 7,6 bilhões, segundo a Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Servidores afetados em Campo Mourão

O rompimento do contrato atinge diretamente cerca de 3 mil servidores municipais, que desde o fim de agosto enfrentavam dificuldades para utilizar os cartões. Supermercados e comércios locais deixaram de aceitar o benefício porque a empresa não repassava os valores aos estabelecimentos credenciados.

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Segundo a administração municipal, o descumprimento contratual por parte da BK Bank inviabilizou a continuidade do serviço. Para evitar prejuízos maiores, a Prefeitura determinou que o auxílio-alimentação será pago diretamente na folha de pagamento até que uma nova licitação seja concluída. O primeiro repasse neste formato está marcado para o dia 22 de setembro.

Nota oficial da empresa investigada

Em comunicado publicado no site oficial, o BK Bank afirmou ser uma instituição de pagamentos regulada pelo Banco Central e disse ter sido surpreendido com a inclusão em investigações da operação “Carbono Oculto”, deflagrada em 28 de agosto. A fintech declarou que os bloqueios judiciais decorrentes da operação impediram os repasses ao comércio local. A empresa reforçou que está à disposição para colaborar com as autoridades.

Investigações e operação “Carbono Oculto”

As investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Fazenda paulista indicam que a BK Bank teria sido utilizada para movimentar recursos em contas de difícil rastreamento, possivelmente ligadas ao PCC, uma das maiores organizações criminosas da América Latina.

A operação “Carbono Oculto” tem como alvo um esquema bilionário de sonegação e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, a empresa pode ter servido como canal para ocultação de valores que abasteciam atividades ilegais.

Impacto regional e medidas emergenciais

Em Campo Mourão, o rompimento do contrato gerou grande repercussão entre servidores e comerciantes. A medida emergencial da Prefeitura busca restabelecer a normalidade no acesso ao benefício, garantindo segurança financeira aos trabalhadores até que o processo licitatório seja finalizado.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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