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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Educação

Professores de universidades estaduais do Paraná entram em greve

Aproximadamente 80 mil estudantes podem ficar sem aulas

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Professores de universidades estaduais do Paraná entram em greve
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Docentes questionam proposta de reajuste salarial de 5,79%, anunciada pelo governo do estado, diante das perdas acumuladas de 42%, segundo sindicato da categoria. Seti afirma que 'greve é precipitada e pode prejudicar o diálogo'.

Professores de seis universidades estaduais do Paraná aprovaram greve a partir desta segunda-feira (15). Mais de 80 mil estudantes podem ser afetados pela mobilização. 

De acordo com as universidades, os serviços prestados à comunidade, como os Hospitais Universitários, estão com atendimentos mantidos.

Leia Também:

Universidades que aderiram à grave:

  • Unioeste
  • Uenp
  • Uepg
  • Unespar
  • UEL
  • UEM

Conforme o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), os docentes questionam o reajuste salarial de 5,79%, anunciada pelo governo do estado, diante das perdas salariais, que acumuladas, chegam segundo o sindicato, a 42%.

A pasta informou ainda que "a proposta de reformulação das carreiras foi apresentada e encaminhada para avaliação das demais áreas do estado, uma vez que envolve aspectos orçamentários".

A nota finaliza afirmando que a greve é "precipitada e pode prejudicar o diálogo".

Os docentes da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) decidem em assembleia na próxima quarta-feira (17) se aderem ou não ao movimento.

Veja a seguir como ficam as atividades em cada instituição:

 

Unioeste

 

O Sindicato dos Professores Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) informou que na Reitoria, em Cascavel, a adesão dos docentes é de 100% com paralisação na graduação e pós-graduação.

Nos campi de Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Toledo, a adesão é de 80%. Já no campus de Francisco Beltrão, é de cerca de 50%.

As atividades de clínicas e atendimentos à população, tidos como essenciais, não serão paralisadas.

g1 aguarda retorno da assessoria da instituição.

 

UENP

 

A assessoria da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) informou que soube da decisão dos docentes na quarta-feira (10).

A instituição afirmou ainda que respeita "a manifestação das e dos docentes e reconhece o trabalho essencial no processo educacional e no desenvolvimento acadêmico da Universidade. Também reconhece a greve como direito assegurado e instrumento legítimo de reivindicação por melhores condições de trabalho".

A instituição afirmou que as atividades administrativas estão ocorrendo normalmente.

g1 tenta contato com o sindicato que representa os docentes da instituição para dados relacionados a adesão ao movimento.

 

UEPG

 

A assessoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) informou que ocupa a Presidência da Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) e que atua com os reitores da entidade junto ao Governo do Paraná para a aprovação do Plano de Carreiras Universitárias.

A nota afirma ainda que a proposta está "em fase avançada de negociação e, se aprovada, contemplará demandas históricas dos agentes universitários e professores das universidades".

A UEPG disse ainda que as atividades administrativas estão sendo realizadas normalmente.

Em nota, a Sinduepg/Andes-SN, informou que a greve foi aprovada por unanimidade no dia 10 de maio. No campus Central da UEPG a greve conta com adesão de 95% de professores, enquanto no campus Uvaranas a estimativa do Comando da Greve Docente é de 90%

 

UNESPAR

O Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Paraná (Sindunespar) informou que a proposta de greve foi aprovada por quase 80% dos docentes da instituição, com 218 votos favoráveis, 39 votos contras com 17 abstenções.

g1 aguarda retorno da assessoria da instituição.

 

UEL

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) afirmou apenas que a paralisação iniciou na instituição na segunda-feira (8).

g1 tenta contato com o sindicato que representa os docentes da instituição para dados relacionados a adesão ao movimento.

 

UEM

Em nota, a Universidade Estadual de Maringá afirmou que aguarda o comando de greve comunicar a instituição sobre a paralisação para entender melhor as reinvindicações dos docentes e poder se manifestar a respeito.

FONTE/CRÉDITOS: Redação com informações do G1 Paraná
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