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Sexta-feira, 29 de Maio 2026
Entretenimento

Série da Netflix ‘Round 6’: jogo da lula e outras brincadeiras da série são reais na Coreia do Sul?

A série de sobrevivência criada por Hwang Dong-hyuk traz uma nova reviravolta no gênero.

Camila Sanches Silva
Por Camila Sanches Silva
Série da Netflix ‘Round 6’: jogo da lula e outras brincadeiras da série são reais na Coreia do Sul?
Netflix/Divulgação
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O sucesso da Netflix, ‘Round 6‘, está repleto de versões mortais de brincadeiras infantis, mas será que o “jogo da lula” (que dá o nome original à produção) é real? A série de sobrevivência criada por Hwang Dong-hyuk traz uma nova reviravolta no gênero – que já tem grandes destaques, como o mangá ‘Battle Royale’ (de Koushun Takami) e ‘Jogos Vorazes’ (escrito por Suzanne Collins).

A premissa básica do hit da plataforma gira em torno de 456 sul-coreanos competindo em jogos desde a infância, mas cada um com um componente letal. Ao longo da série, os jogadores lutam para sobreviver às variações distorcidas das brincadeiras por uma chance de ganhar 45,6 bilhões de wons. A primeira atividade mortal é “Batatinha Frita 1, 2, 3” (quase como uma “brincadeira de estátua”, no Brasil). Nesta versão, por exemplo, qualquer um que é pego se movendo depois que a assustadora boneca robô diz o nome do jogo, é morto.

Outras jogatinas são mais conhecidas do público em geral, como “Cabo de Guerra”, bolinha de gude ou uma em que é necessário destacar corretamente a forma lúdica (círculo, quadrado ou mesmo um guarda-chuva) de uma bolacha. Porém, ‘Round 6’ na Coreia do Sul e em outros países do mundo chama-se originalmente ‘jogo da lula’ (squid game, em inglês) – que também é o nome da interessante e complexa brincadeira final.

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Embora a representação do “jogo da lula” em ‘Round 6’ seja própria, a brincadeira em si é real. A versão coreana real, que lembra muito o “pega-pega” brasileiro, é uma atividade infantil que era comum durante as décadas de 1970 e 1980. 

Para participar da brincadeira (sem morrer, claro), os jogadores são divididos em dois equipes, ataque e defesa. O objetivo é que os atacantes, com apenas um pé, cheguem à pequena área conhecida como “cabeça da lula”. Os defensores são forçados a permanecerem dentro dos limites do desenho em forma de molusco para impedirem a entrada dos invasores.

Quando algum membro da equipe de ataque consegue adentrar à “cabeça da lula”, a brincadeira avança para a batalha final. Todos os jogadores ofensivos remanescentes precisam correr para a área designada sem serem tocados. Caso forem empurrados para fora de campo (o desenho do animal, no caso) por um defensor, entretanto, eles estão eliminados.

As regras reais do “jogo da lula” são bastante precisas, embora o programa da Netflix acrescente algumas novidades. Fora o flashback de Seong Gi-Hun (Lee Jung-Jae) brincando quando criança, que assemelhasse à forma original da atividade, a versão final conta com duas principais diferenças: não há dinâmica de grupo e, claro, é uma adaptação letal.

“O ‘jogo da lula’ era algo que eu costumava jogar quando criança no pátio da escola ou nas ruas da minha vizinhança. O jogo era bastante físico e um dos meus favoritos. Aí pensei: ‘E se eu jogar esse jogo de novo como adulto?’ Achei que isso poderia ter um significado muito simbólico. Os jogos poderiam ser algo que eu costumava brincar quando era inocente, mas levar a consequências mais intimidantes de vida ou morte. A mistura desses fatores poderia criar uma ironia muito marcante”, afirmou Dong-hyuk em conversa com o site Yahoo.

 

FONTE/CRÉDITOS: Olhar Digital
Camila Sanches Silva

Publicado por:

Camila Sanches Silva

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