O Parque do Ingá, em Maringá, abriu excepcionalmente nesta segunda-feira, 8 de abril, para promover o evento ‘Silêncio Jurássico’, uma iniciativa voltada a proporcionar uma experiência inclusiva para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros perfis neurodivergentes.
A ação adaptou a visitação à exposição de dinossauros, criando um ambiente com menor estímulo sensorial e maior acolhimento.
Uma proposta de inclusão e acolhimento
Realizada pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência (Seped) e do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), a iniciativa foi planejada para que famílias pudessem vivenciar a atração com mais tranquilidade, conforto e segurança.
Com circulação reduzida de visitantes e menos estímulos sonoros, o público pôde explorar as mais de 40 réplicas de dinossauros e animais pré-históricos no próprio ritmo, sem a sobrecarga sensorial frequentemente associada a ambientes movimentados.
Repercussão positiva entre as famílias
A experiência foi recebida com entusiasmo pelas famílias participantes. Caroline Barbosa, mãe de Ravi, destacou o conforto e a leveza da visita.
“Conseguimos realmente curtir, sem aquela sobrecarga que normalmente ocorre. Fico muito feliz em participar desses encontros públicos e adaptados. A sobrecarga sensorial muitas vezes limita a participação em atividades culturais e de lazer”, afirmou Caroline.
Luma Sara dos Santos, mãe de Gui, ressaltou a importância prática da inclusão. “Foi muito especial poder viver esse momento com ele de um jeito tranquilo, sem preocupação, só aproveitando. Isso faz muita diferença para a nossa realidade”, declarou.
Compromisso municipal com a acessibilidade
O prefeito Silvio Barros explicou que ações como o ‘Silêncio Jurássico’ reforçam o empenho do município em se tornar uma cidade mais inclusiva. “Estamos falando de uma cidade que acolhe, que entende as diferenças e que trabalha para garantir que todos possam viver os espaços públicos com dignidade e pertencimento”, disse.
Ele acrescentou que a adaptação de espaços como o Parque do Ingá para experiências sensorialmente confortáveis é uma diretriz presente nas políticas públicas de inclusão da cidade.
Marcos Aurélio da Silva, secretário da Pessoa com Deficiência, enfatizou que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações para ampliar a acessibilidade e a participação social de pessoas com deficiência e neurodivergentes em espaços culturais e de lazer.
“O nosso trabalho é justamente eliminar barreiras que ainda afastam muitas pessoas desses ambientes. Quando reduzimos estímulos e organizamos experiências mais acolhedoras, estamos garantindo não só acesso, mas também autonomia e pertencimento”, comentou o secretário.
José Roberto Behrend, diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), destacou a colaboração intersetorial. “Esse tipo de iniciativa mostra o quanto o trabalho integrado faz diferença na cidade. Quando criamos um espaço de convivência mais amplo e acessível, olhamos para o cidadão de forma completa, com respeito e inclusão”, concluiu Behrend.
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