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Terça-feira, 12 de Maio 2026
Saúde

Variações climáticas intensificam crises respiratórias e reduzem defesas do corpo

Especialistas da ABORL-CCF destacam hidratação e lavagem nasal como medidas preventivas essenciais

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Variações climáticas intensificam crises respiratórias e reduzem defesas do corpo
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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As frequentes variações climáticas podem comprometer significativamente as defesas fisiológicas do organismo, elevando a incidência de crises respiratórias e infecções. O alerta é emitido por especialistas como o otorrinolaringologista Luciano Gregório, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), que enfatiza a importância de medidas preventivas como a hidratação adequada e a prática da lavagem nasal para mitigar complicações.

Conforme explica o Dr. Gregório à Agência Brasil, essa condição cria uma "abertura" nas barreiras de defesa, permitindo que patógenos virais se instalem e causem infecções nas vias nasais.

Essa instabilidade climática é particularmente preocupante para indivíduos com rinite não alérgica, onde fatores como mudanças bruscas de temperatura, fumaça ou perfumes podem desencadear a congestão nasal.

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O especialista detalha que as oscilações térmicas não apenas afetam a fisiologia de defesa do corpo, mas também podem influenciar impulsos nervosos, resultando em obstrução nasal para alguns pacientes.

Em espaços confinados, a combinação de ar seco e baixas temperaturas favorece o surgimento e a piora de quadros de rinite, que é a inflamação do nariz, e de sinusite, a inflamação dos seios da face.

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Atitudes preventivas

Para preservar a saúde respiratória durante períodos de clima mais frio e instável, o Dr. Luciano Gregório enfatiza a importância da hidratação. A ingestão adequada de água é crucial, pois a desidratação pode comprometer diretamente a funcionalidade nasal.

Adicionalmente, o médico sugere a manutenção de ambientes com umidade controlada para otimizar as condições nasais, alertando, contudo, que o excesso de umidade pode propiciar a proliferação de mofo e ácaros, gerando novos problemas de saúde.

Entre as estratégias mais eficazes para a saúde nasal, destaca-se a prática da lavagem nasal com soro fisiológico, recomendada de uma a quatro vezes ao dia.

O Dr. Gregório menciona a variedade de dispositivos disponíveis para essa finalidade, incluindo garrafinhas de compressão, seringas específicas e a solução salina isotônica, conhecida como soro fisiológico 0,9%.

Esse procedimento é fundamental para remover alérgenos, poeira e partículas irritantes, além de fluidificar as secreções nasais, promover a limpeza das vias aéreas e diminuir a presença de mediadores inflamatórios no nariz.

Pacientes com rinite vasomotora, condição agravada por alterações térmicas, devem ter atenção especial, pois água em temperaturas extremas (muito quente ou muito fria) pode provocar entupimento e piorar a congestão. No entanto, a limpeza nasal com soro e a umidificação de ambientes secos são medidas que trazem grande alívio.

Cuidados em ambientes específicos

Para combater o ressecamento extremo do ar, especialmente em ambientes como aviões, o diretor da ABORL-CCF ressalta a existência de géis de hidratação nasal, facilmente encontrados em farmácias, que podem ser aplicados diretamente nas narinas.

Ele esclarece que, embora as soluções de lavagem nasal sejam eficazes na remoção de fatores inflamatórios e alérgenos, promovendo a limpeza e a fluidificação das fossas nasais, elas não atuam na hidratação direta da mucosa. Para isso, os géis à base de soro são os mais indicados.

Recomendações adicionais

O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros complementa, explicando que a queda das temperaturas dificulta a capacidade do nariz de aquecer e umidificar o ar inalado. Esse comprometimento da defesa natural do sistema respiratório cria um cenário propício para o surgimento de infecções e inflamações.

Nesse contexto, as enfermidades mais frequentes incluem gripes, resfriados, sinusites, exacerbações de rinite alérgica e laringites. Em indivíduos com imunidade comprometida, esses quadros podem evoluir para condições mais severas.

Dr. Barros reforça a necessidade de outros cuidados essenciais em dias frios. Além da hidratação e da utilização do soro fisiológico, ele aconselha evitar ambientes fechados e com grandes aglomerações, locais onde a transmissão de vírus respiratórios é mais elevada.

É igualmente importante manter uma rotina de sono adequada e uma alimentação balanceada, pois um organismo bem nutrido e descansado demonstra maior capacidade de resposta às alterações climáticas.

Uma atenção especial deve ser dedicada a grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pacientes com condições respiratórias crônicas, incluindo rinite, asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Para esses indivíduos, qualquer sinal de agravamento, como tosse persistente, chiado no peito ou febre, exige a imediata busca por avaliação médica.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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