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Sábado, 18 de Abril 2026

Justiça

Vereador de Maringá Lemuel do Salvando Vidas (PDT), é condenado por maus-tratos e fraude em doações

A sentença revela um esquema de captação irregular de recursos e, ironicamente, negligência com os animais que ele prometia proteger

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Vereador de Maringá Lemuel do Salvando Vidas (PDT), é condenado por maus-tratos e fraude em doações
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A Câmara Municipal de Maringá deve retomar os trabalhos em fevereiro sob o peso de uma "batata-quente" jurídica e política. O vereador Lemuel do Salvando Vidas (PDT), eleito com o discurso de protetor dos animais, foi condenado pela 7ª Vara Cível por dano moral coletivo.

A sentença revela um esquema de captação irregular de recursos e, ironicamente, negligência com os animais que ele prometia proteger.

O "Teatro" das Redes Sociais e a ONG Inexistente

Segundo a decisão da juíza Daniela Palazzo Chede Bedin, Lemuel utilizou a comoção pública para lucrar. Entre 2021 e 2022, ele promoveu campanhas de arrecadação para uma suposta ONG chamada “Salvando Vidas”. O problema? A entidade não existia legalmente.

Leia Também:

  • Uso Indevido: Imagens de animais feridos eram expostas para sensibilizar doadores.

  • Destino do Dinheiro: O Ministério Público do Paraná (MPPR) aponta que grande parte dos recursos foi usada para benefício próprio.

  • Consequência Fatal: A falta de assistência adequada resultou no sofrimento e na morte de animais por omissão e maus-tratos.

A Sentença: Bolso e Proibições

A condenação impõe sanções severas ao parlamentar, que foi eleito em 2024 com 1.785 votos:

Penalidade Detalhes
Indenização Pecuniária R$ 100 mil (corrigidos pelo IPCA e Selic).
Destinação do Recurso Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Fundema).
Proibição Digital Impedido de pedir doações em redes sociais ou WhatsApp.
Multa por Descumprimento R$ 500 por dia (até o limite de R$ 500 mil).

"A condenação reflete a violação da confiança da coletividade e a exploração de uma causa nobre para fins escusos."

Pressão na Câmara Municipal

A decisão, proferida em 15 de janeiro, coloca o Legislativo maringaense em uma posição desconfortável. Embora ainda caiba recurso, a condenação por maus-tratos e falta de transparência fere diretamente o decoro esperado de um representante público, especialmente um que baseou sua campanha inteira na causa animal.

O que vem a seguir? Com o retorno das sessões em fevereiro, a pressão popular e de entidades de proteção animal deve ditar o ritmo de possíveis processos internos no Conselho de Ética da Casa.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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