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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Cidades

Vídeo do Horror: Mãe grava tortura contra bebê de 5 meses para chantagear pai por pensão e ganha liberdade no RJ

O caso, que mistura crueldade digital e vulnerabilidade infantil, ganhou contornos ainda mais polêmicos nesta terça-feira (9)

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Vídeo do Horror: Mãe grava tortura contra bebê de 5 meses para chantagear pai por pensão e ganha liberdade no RJ
Reprodução G1 RJ
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A pacata localidade do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, tornou-se o cenário de um crime que chocou o Brasil e acendeu um debate nacional sobre a eficácia das audiências de custódia. Uma mulher foi presa em flagrante após espancar o próprio filho, um bebê de apenas 5 meses, e enviar as imagens de violência ao pai da criança como forma de chantagem para exigir o pagamento de pensão alimentícia.

O caso, que mistura crueldade digital e vulnerabilidade infantil, ganhou contornos ainda mais polêmicos nesta terça-feira (9). Apenas dois dias após a prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória à agressora, gerando indignação generalizada nas redes sociais.

O Vídeo do Horror: Violência usada como moeda de troca

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), a mulher gravou a si mesma desferindo tapas e apertões violentos no rosto do lactente. O objetivo do arquivo audiovisual era claro e cruel: pressionar o ex-companheiro a enviar dinheiro.

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"Nas imagens de extrema violência, a agressora não poupa crueldade e chega a direcionar ameaças de morte explícitas também ao seu outro filho, um menino de 1 ano e 11 meses", informou uma fonte ligada ao caso.

Abaixo, confira a cronologia dos fatos que chocaram o país:

  • Madrugada de Domingo (7): O Conselho Tutelar recebe uma denúncia anônima contendo os vídeos das agressões.

  • Comportamento autodestrutivo (com intenção de morrer): Após enviar as imagens ao ex-companheiro, a suspeita consumiu uma quantidade excessiva de medicamentos. O pai do filho mais velho, que estava no local, acionou o socorro médico.

  • Prisão em Flagrante: A Polícia Militar, acionada pelos conselheiros tutelares, localizou a mulher na unidade de saúde local, onde recebeu voz de prisão logo após o atendimento.

  • Terça-feira (9): Em audiência de custódia, o Poder Judiciário concede liberdade provisória à ré mediante medidas cautelares.

O Destino das Crianças e a Resposta das Autoridades

O Conselho Tutelar de São João da Barra agiu rapidamente após a comprovação dos fatos. Em nota oficial, o órgão detalhou os procedimentos de emergência adotados para garantir a integridade física e psicológica dos menores.

As vítimas foram encaminhadas imediatamente à Sala Lilás — um espaço municipal especializado no acolhimento humanizado de vítimas de violência doméstica — e passaram por exames periciais.

Para onde foram os filhos?

Criança Idade Situação Atual
Bêbe agredido 5 meses Encaminhado para Acolhimento Institucional (Abrigo)
Filho mais velho 1 ano e 11 meses Sob a responsabilidade e guarda do pai biológico

O caso foi registrado na 145ª DP (São João da Barra). A mulher foi indiciada e responderá em liberdade pelos crimes de lesão corporal e ameaça.

Até o fechamento desta reportagem, o pai do bebê de 5 meses (alvo das chantagens) ainda não havia se apresentado às autoridades civis para prestar depoimento. A defesa da suspeita também não foi localizada para se manifestar. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Comoção Nacional e Debate Jurídico nas Redes

A soltura da mãe poucas horas após o crime gerou uma onda de revolta que colocou o termo "São João da Barra" entre os assuntos mais comentados do país. Internautas e especialistas em direito de família questionam os critérios para a concessão da liberdade provisória em casos que envolvem a tortura psicológica e física de vulneráveis.

Casos como este acendem o alerta para a necessidade de monitoramento rigoroso da saúde mental de puérperas e mães em situação de vulnerabilidade, embora especialistas reiterem que a violência filmada e usada como chantagem financeira configura crime doloso grave.

O portal Paraná Urgente acompanha de perto os desdobramentos jurídicos do caso e a situação clínica do bebê.

FONTE/CRÉDITOS: Paraná Urgente -

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