Dois corpos, meia tonelada de drogas e uma interceptação aérea fulminante: caça Super Tucano da FAB derruba avião venezuelano que cruzou a fronteira ilegalmente e ignorou todas as ordens de pouso.
A Força Aérea Brasileira (FAB) de fato abateu um avião que entrou ilegalmente no espaço aéreo brasileiro vindo da Venezuela, na fronteira com a região Norte do país. A ação aconteceu no dia 11 de fevereiro de 2025, mas foi divulgada somente no dia seguinte.
O abate ocorreu durante a execução da Operação Ostium, uma das ações mais estratégicas da defesa aérea nacional na região amazônica.
Essa é mais uma resposta enérgica do Brasil contra voos ilegais que ignoram ordens de pouso e colocam em risco a segurança do espaço aéreo, especialmente em rotas dominadas por organizações criminosas transnacionais. O episódio, embora extremo, seguiu rigorosamente o protocolo previsto no Decreto 5.144/2004, que autoriza o uso do chamado “tiro de detenção” quando todas as tentativas de comunicação falham.
Avião cruzou a fronteira sem identificação e ignorou ordens da FAB
Segundo o site Aerotime, o avião monomotor de pequeno porte foi detectado por radares do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) ao cruzar a fronteira com a Venezuela, sem apresentar qualquer plano de voo ou responder aos canais de comunicação.
Aqui estão os detalhes do ocorrido:
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Motivação: A aeronave era suspeita de estar envolvida com tráfico de drogas.
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Procedimento: A FAB interceptou o avião e tentou forçá-lo a pousar em um aeródromo na região. No entanto, o piloto não obedeceu às ordens.
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Ato de Abate: Após a desobediência e a persistência da aeronave em voar de forma ilícita, a FAB a classificou como "hostil" e aplicou o chamado "tiro de detenção", um recurso previsto na Lei do Abate.
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Consequências: O avião caiu em uma área de mata fechada perto de Manaus (AM). A Polícia Federal participou da ação e, nos destroços, encontrou drogas e os corpos de dois homens, que foram identificados como traficantes.
Essa ação faz parte da Operação Ostium, coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), que tem como objetivo coibir atividades criminosas nas fronteiras do Brasil.
Imediatamente, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) enviou um A-29 Super Tucano para realizar a interceptação. O piloto da FAB realizou aproximações táticas, manobras de aviso e até disparos de advertência para tentar forçar o pouso do intruso em uma pista segura. No entanto, a aeronave suspeita seguiu voo em rota evasiva, o que levou à sua classificação como “hostil”.
De acordo com o regulamento oficial da FAB, o tiro de detenção foi autorizado e executado. O avião atingido caiu em uma área de mata densa nas proximidades de Barcelos, no interior do Amazonas. Equipes da FAB, da Polícia Federal e do Exército foram acionadas para localizar os destroços e verificar a carga.
Dois mortos e 500 quilos de entorpecentes
No local da queda foram encontrados dois corpos — os ocupantes do avião — além de cerca de 500 quilos de drogas, possivelmente maconha tipo “skunk” e derivados sintéticos, segundo informações preliminares divulgadas pela imprensa. O voo tinha origem suspeita na Venezuela e, segundo investigações, fazia parte de uma rota clandestina operada por grupos ligados ao narcotráfico internacional.
O helicóptero H-60 Black Hawk da FAB foi utilizado para acessar o local da queda e dar apoio à perícia. O material foi recolhido pela Polícia Federal, que conduz o inquérito em conjunto com o Ministério da Justiça.