Uma reviravolta chocante promete sacudir as investigações de um dos crimes mais emblemáticos da história policial brasileira. Cerca de 15 anos após o desaparecimento de Eliza Samudio, um passaporte atribuído à modelo foi localizado em um imóvel em Portugal. A descoberta, revelada inicialmente pelo Portal Leo Dias, traz um dado perturbador: o documento supostamente não possui registro de saída do país europeu, o que confronta diretamente a cronologia oficial dos fatos ocorridos em 2010.
O Mistério da Estante: Como o documento foi achado
Segundo as informações apuradas, o passaporte foi encontrado no final do ano passado por um morador de um apartamento de aluguel em solo português. O homem, que preferiu não se identificar, teria localizado o item escondido entre livros em uma estante. O documento contém dados pessoais cruciais — como filiação, data de nascimento e nome completo — que coincidem exatamente com os de Eliza.
"Não posso bater o martelo", diz irmão em entrevista
Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, Arlie Moura (27), irmão de Eliza por parte de mãe, expressou cautela, mas não escondeu o impacto da notícia. Embora ressalte que ainda aguarda uma perícia oficial das autoridades, Arlie acredita na autenticidade do achado.
"Pelos dados que vi, acredito que seja dela sim. Mas eu, como sempre, só fico sabendo pela mídia, não tenho contato com minha mãe", desabafou Arlie, evidenciando o distanciamento familiar que marca o caso.
Para o irmão, a existência desse documento em Portugal, sem o carimbo de saída, reacende a chama de uma esperança que nunca se apagou totalmente: a de que a cronologia do crime apresentada pela Justiça na época possa conter lacunas ou erros graves.
Impacto na Investigação
A localização deste passaporte levanta questões urgentes para as autoridades brasileiras e internacionais:
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Cronologia: Como o passaporte foi parar em Portugal se o crime teria ocorrido em Minas Gerais?
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Logística: Eliza teria viajado para a Europa antes do seu desaparecimento oficial ou o documento foi levado por terceiros?
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Prova de Vida: A ausência de registro de saída de Portugal abre margem para teorias sobre o paradeiro final da modelo.
Até o momento, a Polícia Federal e o Itamaraty não emitiram uma nota oficial confirmando a apreensão do documento para análise.
Relembre o caso de Eliza Samudio
Eliza Samudio, atriz e modelo paranaense, desapareceu em 4 de junho de 2010, após comunicar alguns amigos que realizaria uma viagem. Desde então, a jovem, de 25 anos na época, nunca mais foi vista. A partir deste momento, Eliza foi considerada morta após suspeitos assumirem o assassinato.
No período entre o final de 2008 e o começo de 2009, a atriz conheceu Bruno Fernandes de Souza, conhecido como "goleiro Bruno", no Rio de Janeiro. O homem era jogador profissional de futebol e vivia o auge da carreira, atuando como titular do Flamengo.
Os dois tinham um relacionamento extraconjugal. O goleiro, que era noivo na época, mantinha, segundo testemunhas, mais de um relacionamento ao mesmo tempo. A atriz engravidou do goleiro e tornou pública a gestação e a paternidade de Bruno, em 2009. O fato repercutiu, o que gerou a negativa do atleta em assumir a criança.
Durante a gravidez, alguns registros de ocorrências foram feitos por Eliza. O filho do casal, Bruninho, nasceu em fevereiro de 2010. Em junho, um ano depois do anúncio da gravidez, Eliza foi considerada desaparecida. O último relato sobre o paradeiro dela, indicava para o sítio de Bruno, em Minas Gerais.
Após diligências da polícia, foram encontrados peças de roupas e fraldas no local. O filho de Eliza foi encontrado na periferia de Belo Horizonte.
Alguns condenados pela morte de Eliza contaram versões sobre o que teria acontecido com a mãe do filho do ex-goleiro. As confissões indicam que a modelo foi estrangulada, e depois de morta foi esquartejada. Nunca encontraram os restos mortais.
As versões nunca foram totalmente provadas, uma vez que a polícia nunca conseguiu encontrar os restos mortais da atriz.
A história amplamente divulgada, apresenta o crime como uma trama planejada pelo ex-goleiro. Ele foi condenado a 20 anos de prisão pelo crime, embora nunca tenha confessado que premeditou a morte de Eliza Samudio.