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Itambaracá, PR – O norte do Paraná foi palco de uma tragédia inimaginável que abalou a região nesta quarta-feira (4). Uma mulher, identificada como Franciele Gawleta, foi presa no final da tarde, acusada de assassinar seus próprios filhos: um menino de 5 anos e uma bebê de apenas onze meses.
A descoberta macabra ocorreu pela manhã, quando os corpos das duas crianças foram encontrados dentro de um veículo abandonado às margens de uma rodovia, próximo à ponte do rio das Cinzas, na divisa entre Itambaracá e Bandeirantes.
A Trama Macabra e a Prisão
O desenrolar do caso revela contornos sombrios. Antes de supostamente cometer o crime, Franciele enviou áudios a familiares ameaçando tirar a própria vida, afirmando que pularia da ponte do rio das Cinzas. As mensagens desesperadas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, que iniciaram buscas intensas no rio.
No entanto, a reviravolta aconteceu durante as diligências da Polícia Militar. A mulher foi encontrada viva, escondida em uma propriedade rural em Itambaracá, conforme informou o delegado Denner Roque, responsável pela investigação.
Confissão Arrepiante no Camburão
O momento mais perturbador ocorreu logo após a prisão. Ainda dentro da viatura policial, ao ser questionada, Franciele confessou friamente o duplo homicídio. Segundo seu relato, ela utilizou um travesseiro para sufocar as crianças até a morte na residência onde viviam, na cidade de Arapongas.
Após consumar o crime bárbaro, a mulher dirigiu por mais de 180 quilômetros, transportando os corpos até Itambaracá, cidade onde reside sua família. Franciele relatou ainda ter pulado da ponte após abandonar o veículo, mas, num "instinto de sobrevivência", agarrou-se à vegetação para se salvar.
Investigação e Motivação Oculta
O que levaria uma mãe a cometer um ato tão atroz contra seus próprios filhos? A Polícia Civil agora concentra seus esforços para desvendar a motivação por trás do crime que chocou o Estado.
Informações preliminares indicam a existência de uma disputa judicial pela guarda das crianças entre Franciele e o pai. No entanto, a declaração da acusada aos policiais no momento da prisão adiciona uma camada ainda mais sombria à tragédia: ela alegou ter assassinado os filhos para "protegê-los".
O caso, que levanta questionamentos profundos sobre saúde mental e os limites da natureza humana, segue em investigação. Acompanhe a cobertura completa para mais atualizações sobre este crime bárbaro.
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