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Economia

Consumo em supermercados registra alta de 1,92% no primeiro trimestre

Ações como o Bolsa Família e o PIS/Pasep, junto com a antecipação de compras para a Páscoa, foram fatores-chave para o aumento das aquisições em março.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Consumo em supermercados registra alta de 1,92% no primeiro trimestre
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O consumo das famílias brasileiras em estabelecimentos supermercadistas apresentou um crescimento de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados revelados nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Especificamente em março, a movimentação de consumo foi 6,21% superior à registrada em fevereiro. Comparado ao mesmo mês do ano anterior, março de 2025, o incremento alcançou 3,20%.

É importante destacar que todos esses números foram ajustados pela inflação, utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, e englobam os diversos modelos de supermercados.

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“O expressivo aumento em março reflete não apenas a antecipação das compras para a Páscoa, que ocorreu no início de abril, mas também o impacto do calendário, com fevereiro sendo um mês mais curto”, explicou a Abras em sua análise.

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A entidade também atribuiu o bom desempenho à injeção de capital na economia. “Em março, o programa Bolsa Família beneficiou 18,73 milhões de famílias, distribuindo um total de R$ 12,77 bilhões. Adicionalmente, os pagamentos do segundo lote do PIS/PASEP contribuíram com aproximadamente R$ 2,5 bilhões”, detalhou a associação.

Cesta de produtos essenciais fica mais onerosa

O índice Abrasmercado, responsável por monitorar a flutuação de preços de 35 itens de grande demanda, apontou um acréscimo de 2,20% em seu valor durante o mês de março.

Em contraste, os meses anteriores apresentaram variações de +0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro. Consequentemente, o custo médio da cesta de compras elevou-se de R$ 802,88 para R$ 820,54 no período.

Dentre os itens de primeira necessidade, o feijão registrou a maior valorização, com 15,40%, seguido pelo leite longa vida, que subiu 11,74%. Ao longo do trimestre, o feijão acumulou um aumento de 28,11%, e o leite longa vida, 6,80%.

Outros produtos que apresentaram elevação foram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).

Por outro lado, foram notadas reduções nos preços de itens básicos como açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).

No segmento de proteínas, os ovos tiveram um aumento de 6,65%, e a carne bovina também ficou mais cara, com o corte do traseiro subindo 3,01% e o dianteiro, 1,12%. Em contrapartida, o frango congelado (-1,33%) e o pernil (-0,85%) apresentaram declínio. No balanço trimestral, o corte do traseiro da carne bovina acumulou alta de 6,29%.

Os alimentos frescos, ou in natura, registraram as maiores elevações com o tomate (+20,31%), a cebola (+17,25%) e a batata (+12,17%). No panorama trimestral, essas altas atingem, respectivamente, 45,43%, 14,06% e 14,04%, sublinhando a influência significativa da sazonalidade e das condições de oferta no mercado.

Produtos de limpeza e higiene pessoal

No setor de higiene pessoal, observou-se um aumento nos preços de sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%).

Para os produtos de limpeza doméstica, houve elevação para detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%). O sabão em pó foi o único item desse grupo a apresentar uma leve redução (-0,29%).

Variação de preços por região

Ao analisar os dados regionalmente, o Nordeste destacou-se com a maior elevação em março, registrando um aumento de 2,49%, o que fez a cesta básica saltar de R$ 720,53 para R$ 738,47.

  • No Nordeste, a alta foi de +2,49%, com o valor passando de R$ 720,53 para R$ 738,47;
  • O Sudeste registrou +2,20%, com a cesta subindo de R$ 822,76 para R$ 840,86;
  • A região Sul observou um aumento de +1,92%, de R$ 871,83 para R$ 888,57;
  • No Centro-Oeste, a variação foi de +1,83%, com o preço indo de R$ 753,20 para R$ 766,96;
  • E no Norte, o acréscimo foi de +1,82%, de R$ 875,01 para R$ 890,93.

Projeções para o segundo trimestre

De acordo com a Abras, o segundo trimestre do ano também pode apresentar um cenário de crescimento no consumo, impulsionado pela antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS. Estima-se a injeção de R$ 78,2 bilhões na economia, com os primeiros depósitos programados para 24 de abril, beneficiando aproximadamente 35,2 milhões de segurados.

Adicionalmente, o primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026 será liberado, com um montante previsto de cerca de R$ 16 bilhões, a ser distribuído a 9 milhões de contribuintes até o final de maio.

“Mesmo diante de um panorama que favorece o aumento da renda familiar, o setor supermercadista permanece atento à competitividade de preços, à otimização operacional e ao planejamento estratégico, considerando possíveis pressões logísticas e de custos no cenário global”, afirmou Marcio Milan, vice-presidente da Abras.

Para os próximos meses, a Abras ainda prevê a possibilidade de elevação nos preços de certos alimentos, principalmente aqueles mais suscetíveis às variações de frete, condições climáticas e disponibilidade no mercado.

“O aumento do preço do petróleo e o consequente encarecimento dos transportes impactam diretamente os custos de reposição em cadeias de suprimentos mais extensas e com alta demanda logística, o que pode resultar em repasses para os valores dos alimentos”, concluiu Milan.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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