A eleição para a presidência da Sociedade Rural de Maringá (SRM), marcada para a próxima terça-feira, 12 de agosto de 2025, promete ser uma das mais acirradas e históricas da entidade. Com uma união inédita de nomes e forças do agronegócio regional, o pecuarista Henrique Pinto, da chapa “Rural Raiz”, surge como o nome de oposição mais forte em anos, trazendo propostas de mudanças estruturais e resgate da essência da SRM.
Transparência ameaçada: lista de votantes sob sigilo e ação judicial em curso
Enquanto a disputa ganha fôlego, um ponto polêmico agita os bastidores: a lista de associados aptos a votar segue sob sigilo. A atual diretoria tem negado o acesso ao documento, alegando respaldo na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Contudo, denúncias de associados revelam que há ligações pedindo votos — com números supostamente obtidos dentro da própria entidade.
Uma ação judicial foi protocolada buscando garantir o direito de acesso à lista. A decisão pode sair antes da eleição, e o caso corre em segredo de Justiça.
Propostas ousadas: calendário permanente de eventos
Durante café com a imprensa local, Henrique Pinto apresentou propostas que devem mexer com as estruturas da SRM. A mais ousada delas? Estudar a viabilidade de ter mais dias gratuitos na Expoingá, o maior evento da entidade, responsável por cerca de 20% do faturamento anual da feira.
Outro projeto é a criação do Rodeio Pé Vermelho, um evento paralelo à Expoingá que valoriza talentos locais, como no ramo de cervejarias, provas de laço e atrações culturais. “A ideia é transformar a SRM em um polo de turismo rural e entretenimento o ano todo”, disse.
Apoio de peso: Daoud Nasser e Pupin integram chapa
A chapa "Rural Raiz" conta ainda com nomes de peso na região: o médico Dr. Daoud Nasser como 1º vice-presidente e o ex-prefeito Carlos Roberto Pupin como 2º vice-presidente. Segundo Henrique, a candidatura representa uma renovação com experiência e compromisso com a tradição ruralista de Maringá.
Mais do que eleição: um movimento pelo resgate do associado
Henrique Pinto, que já ocupou cargos na diretoria da SRM, diz que o foco principal é reaproximar os associados da entidade. “Queremos colocar a SRM de volta no caminho para o qual ela foi criada: ser vitrine do agronegócio e força para o produtor”, destacou.
Com pouco mais de 460 associados aptos a votar, o pleito promete ser decisivo para o futuro da instituição. A expectativa é que o engajamento desta eleição seja recorde, em um momento em que transparência, representatividade e inovação são palavras de ordem.
Rural Raiz: um projeto coletivo com visão de futuro para a Sociedade Rural de Maringá
O que a Chapa Rural Raiz apresenta à Sociedade Rural de Maringá (SRM) vai muito além de uma simples disputa eleitoral. Trata-se de um projeto sólido, embasado na valorização do associativismo, na representatividade técnica e, sobretudo, no compromisso de unir tradição com inovação para fortalecer o agronegócio regional.
Participação ativa, transparência e inclusão
Um dos pilares centrais defendidos pela chapa é a democratização da gestão. A criação de núcleos setoriais, com reuniões mensais, promete estabelecer um diálogo constante e direto entre a diretoria e os associados. A proposta prevê, ainda, o uso de ferramentas digitais como enquetes e canais exclusivos para consultas, promovendo um modelo participativo de governança. O objetivo é claro: devolver ao associado o protagonismo nas decisões estratégicas da entidade.
“É hora de resgatar o orgulho de ser parte da SRM. Queremos que o associado se sinta acolhido, ouvido e respeitado. A Rural Raiz está pronta para abrir as portas da entidade e convidar todos a participarem ativamente desse novo momento”, reforça um dos membros da diretoria.
Infraestrutura à altura do agro de Maringá
O plano de gestão da Chapa Rural Raiz também destaca investimentos diretos na infraestrutura da SRM. A modernização do site e dos canais digitais visa ampliar a transparência e facilitar a comunicação com os associados. Além disso, intervenções físicas prometem transformar o espaço: novos banheiros, revitalização dos antigos, cobertura da pista de equitação e reconstrução da Fazendinha são apenas algumas das melhorias previstas.
Expoingá mais próxima do associado
A maior feira agropecuária do sul do Brasil também ganha espaço de destaque nas propostas da chapa. A Rural Raiz quer tornar a Expoingá uma experiência ainda mais exclusiva para os associados. Estacionamento privativo, internet dedicada, área de shows privilegiada e a criação da “Casa do Associado” são medidas que visam garantir conforto, visibilidade e oportunidades de negócio durante o evento.
Além disso, o tradicional Baile Country será revitalizado, reforçando a identidade cultural e histórica da SRM, que vai muito além dos negócios.
Rural Raiz: um projeto coletivo com visão de futuro para a Sociedade Rural de Maringá
O que a Chapa Rural Raiz apresenta à Sociedade Rural de Maringá (SRM) vai muito além de uma simples disputa eleitoral. Trata-se de um projeto sólido, embasado na valorização do associativismo, na representatividade técnica e política e, sobretudo, no compromisso de unir tradição com inovação para fortalecer o agronegócio regional.
Valorização da equitação como prática esportiva, terapêutica e cultural
Um dos pontos mais sensíveis da proposta é o retorno da Equoterapia, uma prática terapêutica essencial que promove benefícios físicos e emocionais a pessoas com deficiência ou transtornos neurológicos. A reativação desse serviço reforça o compromisso social da chapa, que vê na equitação não apenas um esporte, mas também um instrumento de inclusão e transformação.
A SRM também terá papel ativo na promoção de eventos equestres, workshops técnicos, clínicas de treinamento e competições diversas, consolidando-se como um centro de excelência no universo do cavalo e suas modalidades. O apoio a cavaleiros, instrutores e criadores será contínuo, e os valores das baias serão mantidos, garantindo acesso democrático à prática.
Uma das críticas mais frequentes à SRM nos últimos anos é sua atuação concentrada apenas no período da Expoingá. A Rural Raiz quer mudar isso. A ideia é transformar o calendário da entidade com uma agenda permanente de eventos ao longo do ano, voltados para diferentes públicos.
Já estão previstos o Rodeio Pé Vermelho, a Oktoberfest SRM, a Costelada Premium e o Pet Day SRM – todos pensados para atrair associados, famílias e a comunidade em geral para dentro do parque, resgatando o convívio, o lazer e a integração entre campo e cidade.
Além do entretenimento, a proposta contempla também eventos técnicos de alto nível, como o TecnoAgro AgroShow, o Fórum NutriAgro, o AgroDefende e o VetRural. Essas iniciativas visam compartilhar conhecimento, gerar networking e fortalecer o ecossistema agroindustrial local.
Representatividade técnica e política: agro com voz ativa
Composta por líderes experientes e atuantes em diferentes frentes do agronegócio, a Chapa Rural Raiz entende que a SRM precisa ter voz nos principais fóruns de debate e decisão que envolvem o setor. Por isso, uma de suas metas é garantir presença ativa da entidade em espaços políticos, técnicos e institucionais, tanto em nível municipal quanto estadual e federal.
A estratégia inclui o fortalecimento do diálogo com universidades, cooperativas, associações de classe e outras instituições, criando uma rede de articulação capaz de defender os interesses do agro com propriedade, dados e argumentos técnicos.
O posicionamento da SRM será claro, ético e firme, sempre com base na ciência e nas reais necessidades dos produtores e empresários do setor. A Rural Raiz quer uma entidade presente nas pautas que moldam o futuro do campo – da sustentabilidade à inovação, da legislação à sucessão familiar.