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Quinta-feira, 23 de Abril 2026

Cidades

em Arapongas, agricultores tentam impedir derrubada de árvores para passagem de linha de transmissão de energia

Produtores argumentam que derrubada pode prejudicar abelhas.

Camila Sanches Silva
Por Camila Sanches Silva
em Arapongas, agricultores tentam impedir derrubada de árvores para passagem de linha de transmissão de energia
RPC Londrina
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Uma família de agricultores de Arapongas, na região norte do Paraná, entrou com uma ação na Justiça na tentativa de impedir que árvores sejam derrubadas para a passagem de uma nova linha de transmissão de energia elétrica.

A linha de transmissão sai de Foz do Iguaçu, na região oeste, e vai até Londrina, no norte do estado. Ao todo, são 514 quilômetros de extensão.

A área utilizada para instalação e operação da linha de transmissão é de 70 metros de largura. Segundo os produtores, não são permitidas plantações mais altas, nem construções, abaixo dos fios.

O produtor rural Jonas Anderson Muchinski argumenta que a derrubada das árvores poderá resultar na falta de alimento para as abelhas, que vivem na propriedade.

"É muita árvore que vai ser derrubada aqui. O Meio Ambiente chegou aqui exigindo que tinha que plantar tantos metros [de vegetação] perto da mina. A gente fez tudo isso, e agora chegam aqui destruindo o nosso trabalho de anos. É um crime contra a natureza", afirmou.

Cinquenta caixas com várias espécies de abelhas estão espalhadas próximas da mina d'água e em outros pontos da propriedade. Em 2020, os agricultores retiraram 300 quilos de mel.

Os produtores disseram que são se opõem à construção da linha de transmissão, mas gostariam que as autoridades os ajudassem a minimizar os impactos provocados pelo desenvolvimento. 

 

O outro lado

A Interligação Elétrica Ivaí S/A, responsável pela instalação das torres de transmissão, disse que ainda não foi intimida da ação judicial. A empresa disse que executa todos os requisitos técnicos e legais do contrato com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel).

Ainda segundo a empresa, estudos técnicos asseguram menor impacto ambiental, além de medidas compensatórias.

O Instituto Água e Terra (IAT) disse que não recebeu as reclamações de forma oficial, mas que tem interesse em esclarecer dúvidas sobre o assunto.

 
FONTE/CRÉDITOS: G1 PR
Camila Sanches Silva

Publicado por:

Camila Sanches Silva

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