Portal de Notícias do Estado do Paraná

Sexta-feira, 05 de Dezembro de 2025

Saúde

Esperança Renovada: Pesquisadora da UFRJ Lidera Desenvolvimento de Medicamento que Reverte Lesões Medulares

Pesquisadora da UFRJ lidera estudo revolucionário com a polilaminina, um medicamento que já reverteu a lesão medular em pacientes. Saiba mais sobre essa esperança

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Esperança Renovada: Pesquisadora da UFRJ Lidera Desenvolvimento de Medicamento que Reverte Lesões Medulares
Reprodução
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Rio de Janeiro - Uma descoberta revolucionária, fruto de 25 anos de pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acende uma nova esperança para milhares de pessoas com lesão medular. Uma equipe liderada pela pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio desenvolveu um medicamento inovador, a polilaminina, que demonstrou em estudos clínicos a capacidade de reverter danos na medula espinhal e restaurar funções motoras e sensoriais em pacientes tetraplégicos.

A pesquisa, que representa um marco na medicina regenerativa, baseia-se na proteína laminina, uma molécula naturalmente presente no corpo humano e essencial para a sobrevivência e migração de neurônios. A polilaminina, uma forma polimerizada da laminina, atua de forma dupla: protegendo os neurônios de danos maiores após a lesão (neuroproteção) e estimulando a regeneração de novas células nervosas.

Os resultados do estudo clínico inicial, conduzido com oito pacientes, são animadores e foram recebidos com grande entusiasmo pela comunidade científica e por pacientes. Um dos casos de maior destaque é o de Bruno Drummond de Freitas, que sofreu um acidente de trânsito e perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Tratado com a polilaminina apenas 24 horas após o trauma, Bruno apresentou uma recuperação impressionante, voltando a andar e a ter uma vida praticamente normal.

Leia Também:

Outro caso emblemático é o da atleta paralímpica de rugby, Hawanna Cruz Ribeiro, que ficou tetraplégica em 2017. Após o tratamento, ela recuperou entre 60% e 70% do controle do tronco e a sensibilidade na bexiga. "Não tenho nenhuma dúvida da minha melhora", afirmou a atleta.

O medicamento já está sendo produzido em escala pela farmacêutica Cristália, a partir de placentas doadas por mulheres saudáveis. O próximo e crucial passo para que a polilaminina possa se tornar um tratamento amplamente disponível é a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a realização de um ensaio clínico regulatório mais amplo, que incluirá um número maior de participantes.

A professora Tatiana Coelho de Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, ressalta a importância do tempo e da fisioterapia para o sucesso do tratamento. "No caso do Bruno, o diferencial foi que o medicamento foi aplicado muito rápido, nas primeiras 24 horas pós-lesão. Além disso, ele iniciou a fisioterapia de modo imediato", explica a pesquisadora.

A comunidade médica e os pacientes aguardam com expectativa a liberação da Anvisa para a próxima fase dos testes. Se a eficácia e a segurança da polilaminina forem comprovadas em larga escala, o Brasil estará na vanguarda de um tratamento que poderá mudar para sempre o prognóstico de uma das condições mais incapacitantes da medicina. A pesquisa da UFRJ não apenas oferece uma nova perspectiva de futuro para milhões de pessoas, mas também reafirma a excelência e o potencial da ciência brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva - Informações da UFRJ
Comentários:
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

Saiba Mais