Um ex-vereador de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foi condenado a 34 anos, 10 meses e 17 dias de prisão por "rachadinha". Josué de Oliveira Kersten também foi considerado culpado dos crimes de associação criminosa e concussão, com pena de pagamento de 300 dias-multa, de acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Kersten foi alvo da Operação Sinecuras durante o terceiro mandato no município, entre 2013 e 2016.
Segundo o MP-PR, as investigações mostraram a presença de um "mensalinho” na Câmara Municipal da cidade, onde um acordo feito pelo alto escalão do Executivo com membros do Legislativo à época estabeleceu "um esquema de corrupção institucionalizada na administração pública de Araucária".
Ainda conforme o órgão, outros dois ex-assessores também foram condenados por associação criminosa.
Eles receberam penas de 14 anos, 11 meses e 13 dias de reclusão e 200 dias-multa e de 12 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão e 180 dias-multa.
Operação Sinecuras
Segundo o Ministério Público, o então prefeito pagava mensalmente R$ 10 mil a cada vereador em troca da garantia de aprovação de projetos de interesse e também para evitar a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
O gestor municipal também concedia cargos em comissão no Executivo para pessoas indicadas pelos vereadores envolvidos no esquema de corrupção, segundo o órgão.
A operação foi deflagrada em 2018 e recebeu de testemunhas indicadas a tais cargos a confirmação de que elas obrigadas a repassar parte dos salários para vereadores, prática conhecida como "rachadinha".
Além de Kersten, outros três ex-vereadores também foram condenados a partir das denúncias relacionadas à fase “mensalinho” da Operação Sinecuras.