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Sábado, 23 de Maio 2026
Cidades

Homem em surto psicótico armado com facas mobiliza grande operação policial em Campo Mourão

A ação do homem provocou pânico entre comerciantes e moradores

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Homem em surto psicótico armado com facas mobiliza grande operação policial em Campo Mourão
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Na tarde da última quarta-feira, 20 de agosto de 2025, moradores do bairro Lar Paraná, em Campo Mourão/PR, viveram momentos de tensão e medo. Um homem em surto psicótico, armado inicialmente com uma faca e, posteriormente, com dois facões, colocou em risco familiares, comerciantes e transeuntes da região.
Segundo informações da Polícia Militar do Paraná (PMPR), a ocorrência iniciou quando o indivíduo foi avistado caminhando pelas ruas sem camisa e sem calçados. Ao perceber a aproximação da viatura policial, ele entrou em um depósito de materiais de construção, abandonou a faca e se apoderou de dois facões que estavam expostos para venda.

Risco iminente e ameaça à população

A ação do homem provocou pânico entre comerciantes e moradores. Testemunhas relataram que o surto era acompanhado de gritos e ameaças constantes.
O comportamento agressivo do indivíduo obrigou os policiais a solicitar reforço imediato via Central 190. A prioridade passou a ser a preservação da vida — tanto da população em geral quanto do próprio causador da crise.
Durante a negociação, os policiais relataram que o homem chegou a pressionar as lâminas contra o próprio pescoço, na altura da artéria carótida, configurando um quadro crítico de alto risco.

Isolamento e condução da crise pela PMPR

Com a chegada de mais equipes, foi instaurado um isolamento completo da área, garantindo que os moradores e comerciantes não corressem riscos. A Polícia Militar aplicou protocolos baseados em doutrinas operacionais e POP’s institucionais, mantendo a calma e buscando reduzir a escalada de violência.
Apesar das tentativas de diálogo, o indivíduo não acatava os comandos e se mostrava cada vez mais resistente. A situação passou a ser acompanhada por policiais especializados do 11º BPM, enquanto o BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) fornecia assessoramento remoto em tempo real.

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Duas horas de tensão e espera pela oportunidade certa

Foram quase duas horas de crise até que os policiais conseguissem uma janela estratégica para agir. De acordo com a corporação, a decisão foi tomada após análise técnica conjunta com o BOPE.
A ordem era clara: evitar ao máximo o uso de força letal e preservar a integridade física do indivíduo em surto, dos policiais e da comunidade. Para isso, foram preparados os Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO), como Taser e munições de elastômero.

A intervenção policial e a contenção do indivíduo

O momento decisivo aconteceu quando o homem passou a caminhar em direção oposta às equipes, com os facões abaixados. Essa foi a oportunidade para o uso tático:

  • Foi disparado o dispositivo elétrico incapacitante (Taser), atingindo o suspeito.

  • Em seguida, foram efetuados disparos controlados de munição de elastômero, por policiais devidamente habilitados.
    A ação foi eficaz: o indivíduo caiu ao solo em posição de submissão completa, sendo imediatamente desarmado e algemado. Segundo a PM, a medida seguiu estritamente as normas da Súmula Vinculante nº 11 do STF, já que havia risco evidente de lesão grave a si próprio e a terceiros.

Atendimento médico imediato e encaminhamento psiquiátrico

Logo após a contenção, equipes do SAMU foram acionadas para prestar socorro. Os profissionais realizaram a retirada dos dardos do Taser, aplicaram os primeiros cuidados clínicos e avaliaram as condições físicas do indivíduo.
Apesar do susto, não foram constatadas lesões graves provocadas pela intervenção policial. O homem foi então encaminhado para avaliação médica especializada, com foco em tratamento psiquiátrico, a fim de garantir a continuidade do cuidado e a prevenção de novos episódios de risco.
Segundo informações preliminares, o surto pode estar relacionado a transtornos mentais já diagnosticados, mas ainda não confirmados oficialmente pelas autoridades de saúde.

A repercussão no bairro Lar Paraná

Moradores relataram momentos de pavor, principalmente durante o período em que o homem corria pelas ruas empunhando a faca. Muitos comerciantes fecharam as portas e famílias se trancaram em casa até o fim da ocorrência.
Um comerciante, que pediu para não ser identificado, afirmou:

“Foram horas de muita angústia. A gente não sabia se ele ia atacar alguém ou se faria mal a si mesmo. A ação da polícia foi firme e ao mesmo tempo cuidadosa, evitaram o pior.”
A atuação da PMPR foi elogiada por grande parte da comunidade, que destacou a importância da estratégia adotada para preservar vidas.

Doutrina operacional e protocolos seguidos

De acordo com o comando da Polícia Militar, a ocorrência foi tratada como um “evento crítico”, expressão usada para situações de altíssima complexidade e risco.
Entre os procedimentos destacados estão:

  • Isolamento imediato da área para proteger moradores.

  • Solicitação de reforço especializado com apoio do BOPE.

  • Uso da verbalização como primeira tentativa de resolução.

  • Adoção de instrumentos de menor potencial ofensivo em momento oportuno.
    Essas medidas seguem os protocolos operacionais padrão (POP’s) da PMPR, que têm como prioridade a preservação da vida humana em qualquer intervenção.

O papel do BOPE na orientação da operação

Embora não estivesse presente fisicamente, o BOPE da PMPR teve papel fundamental no desfecho positivo da ocorrência. Os policiais de elite ofereceram assessoramento remoto em tempo real, orientando sobre os melhores momentos e técnicas para reduzir riscos.
Segundo informações oficiais, esse tipo de suporte é cada vez mais utilizado em crises complexas, pois permite alinhar a tomada de decisão dos policiais em campo com a experiência de equipes especializadas em gerenciamento de crises.

Preservação da vida: princípio central da PMPR

O comandante do 11º BPM destacou que toda a operação foi pautada pelo princípio da preservação da vida. Mesmo diante de ameaças contra os próprios policiais, a prioridade foi sempre evitar o uso de força letal.
Essa diretriz reflete uma tendência moderna das polícias em todo o país, que buscam equilibrar a eficiência operacional com o respeito aos direitos humanos.
No caso de Campo Mourão, o resultado foi considerado exemplar: nenhuma vítima, nenhum morador ferido e o indivíduo em crise encaminhado com segurança para atendimento de saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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