Uma decisão da Justiça determinou a soltura do homem preso suspeito de passar a mão em partes íntimas de mulheres em ruas de diferentes cidades do Paraná. Conforme documento, o suspeito será liberado com uso de tornozeleira eletrônica.
A determinação foi assinada pela juíza Kléia Bortolotti, da Vara Criminal de Ibiporã.
Leonardo Luiz da Silva Facio foi preso após uma das vítimas anotar a placa da moto que era utilizada por ele. Além disso, imagens de câmeras de segurança registraram o homem passando a mão no corpo das vítimas em locais diferentes da cidade.
Pelo documento, além da tornozeleira eletrônica, Leonardo também não poderá se ausentar de casa durante fins de semana, feriados e no período noturno.
A decisão estipula o prazo de 90 dias para uso do equipamento. Depois, se não houver renovação, o suspeito pode fazer a retirada da tornozeleira.
Reincidência
Uma das câmeras registrou duas mulheres atravessando a rua juntas. Um motociclista passa por elas, mas na esquina faz o retorno, se aproxima e de repente passa a mão em uma delas. Ele levanta o vestido deixando o corpo da vítima a mostra.
Em outro dia, outra câmera mostra uma moto passando várias vezes em uma rua do centro de Ibiporã. O motociclista faz várias manobras com a moto em frente a uma academia que ainda está fechada e de repente para.
Pouco tempo depois, uma pessoa aparece caminhando do outro lado da rua. Ele vai na direção dela, sobe na calçada, e passa a mão no corpo da vítima.
Conforme a Polícia Civil, no mesmo dia que o homem foi preso ele agiu contra duas pessoas em um intervalo de 30 minutos.
"Esse tipo de crime estava ocorrendo de forma frequente na cidade, sempre da mesma forma. O homem passava pelas vítimas e apalpava as mulheres", explicou o delegado Victor Dutra.
A Polícia Civil tem cinco boletins de ocorrência registrados na delegacia pelo mesmo tipo de crime, mas os investigadores acreditam que outras 15 mulheres também foram vítimas de importunação sexual.
A polícia diz que o homem usava uma moto rosa com banco marrom e que está registrada no nome da sogra dele.
Segundo o delegado, as investigações mostram que esse homem é suspeito de praticar crimes de importunação sexual em Ibiporã há pelo menos seis meses, ele agia sempre da mesma forma e assediava mulheres que frequentavam academias.
"Ele trabalhava em uma firma em Ibiporã e quando estava indo para o trabalho ou quando estava na hora do almoço praticava os crimes. Era sempre entre seis e sete horas da manhã ou na hora do almoço", detalhou o delegado.
O crime de importunação sexual está previsto no código penal há três anos, e é definido como o ato libidinoso praticado contra alguém, sem autorização, para satisfazer desejo próprio ou de terceiros. A pena prevista é de um a cinco anos de prisão.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito, que não tem advogado constituído, negou que tenha praticado o crime.