A esperança que alimentava o coração de amigos e familiares de Bruno César Fernandes de Almeida transformou-se em luto profundo na tarde desta segunda-feira (9). Após três dias de buscas intensas, o corpo do jovem de 29 anos foi encontrado nas águas da Pedreira do Orleans, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba.
O desfecho trágico encerra um mistério que começou no último sábado (7), mas abre novas perguntas que ainda intrigam as autoridades e a comunidade local.
O último pedal: O sumiço no caminho da represa
Bruno era morador do bairro Campo de Santana, em Curitiba. No sábado, ele pegou sua bicicleta — sua companheira de trajeto — com um destino comum entre ciclistas da região: o lago da Pedreira. O que era para ser um momento de lazer e contemplação tornou-se o início de um pesadelo.
Sem dar notícias e sem responder a mensagens ou ligações, o silêncio de Bruno acendeu o alerta. No domingo (8), o Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) deu início a uma operação de busca que mobilizou a região.
Detalhes intrigantes: A "boneca preta" e o sumiço da bicicleta
O caso carrega elementos que desafiam a compreensão imediata. Segundo relatos de testemunhas colhidos durante as investigações, Bruno teria sido visto na área da represa saindo do local carregando uma boneca preta.
Além disso, quando o corpo foi finalmente localizado pelos mergulhadores nesta segunda-feira, Bruno estava:
-
A cerca de 23 metros de profundidade.
-
Usando apenas uma bermuda.
-
Sem documentos de identificação.
-
A bicicleta, que ele utilizou para chegar ao local, não foi encontrada.
"É uma dor que não cabe no peito. A gente sempre espera pelo melhor, mas encontrar ele assim, tão fundo e sem as coisas dele, quebra a gente por dentro", desabafou um conhecido da família, que preferiu não se identificar.
O resgate e a investigação
O trabalho do GOST foi técnico e exaustivo. Localizar um corpo a mais de 20 metros de profundidade em uma pedreira exige precisão e coragem. Após o resgate, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem apontar a causa exata da morte — se por afogamento ou se houve algum fator externo.
A Polícia Civil agora busca entender o que aconteceu nas horas que antecederam a morte. Onde está a bicicleta? Qual o significado da boneca mencionada por testemunhas? ### Comoção nas redes sociais
A notícia da morte de Bruno gerou uma onda de solidariedade. Grupos de ciclistas e moradores do Campo de Santana prestam homenagens ao jovem, descrito como alguém cheio de vida. O caso serve também como um alerta amargo sobre os perigos de áreas de mineração desativadas e represas profundas, que escondem riscos invisíveis sob a superfície.
Comentários: