A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (30) aponta um empate técnico no limite da margem de erro em um eventual segundo turno da disputa pela Presidência da República entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, realizado entre os dias 25 e 28 de setembro, ouviu 2.000 eleitores por telefone em todo o país.
De acordo com os dados apresentados, o atual mandatário registra 48,5% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 48%. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário é de empate técnico. Do total de entrevistados, 2,1% afirmaram que votariam em branco ou nulo, ao passo que 1,5% declararam não saber em quem votar.
Cenários alternativos de segundo turno
Além do confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa Meio/Ideia testou outros quatro cenários de segundo turno envolvendo diferentes opositores. O instituto buscou mapear o comportamento do eleitorado brasileiro frente a diversos nomes do cenário político nacional.
- Lula x Augusto Cury: O atual presidente pontua 48%, enquanto Augusto Cury (Avante) registra 44%. Brancos e nulos somam 5%, e indecisos chegam a 3,1%.
- Lula x Ronaldo Caiado: O petista marca 48,5% contra 44,6% de Caiado (PSD). Eleitores que votariam em branco ou nulo totalizam 3,1%, enquanto 3,9% não sabem.
- Lula x Renan Santos: O chefe do Executivo alcança 48% frente a 41,3% de Renan Santos (Missão). Brancos e nulos representam 8%, e 2,8% não sabem.
- Lula x Romeu Zema: O presidente obtém 48,5% contra 44% do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo). Os votos brancos e nulos somam 5%, e os indecisos são 2,6%.
Metodologia e registro oficial
A coleta das 2.000 entrevistas foi realizada exclusivamente por meio de ligações telefônicas, contemplando o intervalo de confiança estatística de 95%. O levantamento foi contratado pelo Canal Meio e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08706/2026.
Especialistas em ciência política destacam que os números refletem o aquecimento prévio das discussões para o pleito, evidenciando a polarização que continua marcando o cenário eleitoral brasileiro. Novas rodadas de pesquisas devem ocorrer nos próximos meses para acompanhar a oscalhação das intenções de voto.
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