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Quinta-feira, 23 de Abril 2026

Policial

Polícia Civil realiza operação em Cascavel para investigar tentativa de homicídio com pães de mel envenenados

Pães de mel foram envenenados com carbufurano,produto proibido no Brasil desde 2017, e o motivo do crime seria uma traição.

Camila Sanches Silva
Por Camila Sanches Silva
Polícia Civil realiza operação em Cascavel para investigar tentativa de homicídio com pães de mel envenenados
Polícia Civil
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A Polícia Civil deu detalhes da Operação Doce Veneno, realizada em Cascavel, na manhã de quarta-feira (19).

O delegado da Polícia Civil, Diego Valim, falou sobre como iniciaram as diligências e como chegaram até o preso de 43 anos.

Sobre a motivação do crime, o delegado explica que foi por causa de uma traição descoberta entre janeiro e fevereiro de 2020. Em depoimento ele comentou que guardou mágoa e ficou "remoendo" a traição, embora tivesse mantido o relacionamento com a esposa. Tanto que somente após um ano, ele colocou em prática o plano de envenenando os pães de mel e realizou a entrega.

O alvo do crime seria o homem "pivô" da traição. De acordo com a Polícia Civil, o investigado tinha feito ameaças ao homem envolvido no relacionamento extraconjugal, mas apenas de destruição patrimonial. Entre elas, de que jogaria ácido nos veículos. Ao sofrer as ameaças, a vítima registrou boletim de ocorrência.

Conforme informado, os policiais conseguiram por meio de imagens de câmeras de segurança identificar o veículo utilizado para a entrega dos pães de mel.

Informações de telefones, que supostamente foram usados nas ameaças, e cartas usadas para prejudicar a vítima também foram levantadas pela equipe policial.

Com esses fatos, foi iniciado o rastreamento do suspeito, por meio de localização, nesses períodos. Os radares da cidade mostraram onde o veículo do suspeito teria passado e isso colaborou para as investigações iniciai; Juntando todos os elementos a delegacia confirmou a autoria da entrega ponto.

Na sequência, a Polícia Civil representou no Poder Judiciário o pedido do mandado de busca e apreensão na casa do investigado e na empresa em que ele trabalha para recolhimento de computadores, telefones celulares e HDs externos.

Ainda conforme o delegado, o suspeito usou artimanhas para tentar despistar a polícia, utilizando duas pessoas de boa-fé que tiveram alguma relação com a entrega do pacote. Essas pessoas foram investigadas pela Delegacia de Homicídios e não foi estabelecido nenhum vínculo dessas pessoas com o crime.



STATUS SOCIAL

De acordo com o delegado, o investigado tem uma boa situação financeira boa e mora em condomínio fechado, de alto padrão.

Valim esclarece sobre o guarda-chuva apreendido. Ele foi utilizado no dia da entrega de uma carta que fez parte de toda artimanha. Era um dia chuvoso e o suspeito teve cuidado de não deixar o veículo próximo ao local da entrega pois tinha uma câmera de segurança.

Já sobre o veículo apreendido, foi levantado pelas equipes que foi utilizado para entrega do pacote para o vendedor ambulante, que levou os pães de mel às vítimas. O uso do carro foi registrado pelos radares das câmeras da cidade.

De acordo com o delegado, o suspeito deve responder por dupla tentativa de homicídio qualificado, pois ele tinha conhecimento que na residência morava a vítima e a sua esposa. Ele assumiu o risco de que a esposa da vítima ingerisse o outro pão de mel envenenado, assumindo o risco de que ela poderia também ter ingerido



USO DE SERINGA

Valim ainda explicou que o investigado, que é gerente de uma empresa de caminhões em Cascavel, confessou a prática do crime. Ele disse que tinha veneno em casa, sabia que era para matar ratos.
O suspeito usou uma seringa para injetar o veneno o pão de mel. Ainda conforme relatado o homem sabia da toxicidade do veneno, mas não mediu a quantidade que colocaria no pão de mel. Ele tinha um pouco do veneno em casa e dividiu o que tinha entre os dois pães e se desfez do vidro.


PRISÃO

O suspeito ficará detido na carceragem da 15ᵃ Subdivisão Policial. O mandado é para prisão preventiva, por tempo indeterminado.

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ENTENDA O CRIME
No dia 1° de abril a vítima recebeu em casa um pão de mel por uma empresa de entrega. A vítima comeu em outra semana, por volta do dia 7, quando passou mal e precisou ser hospitalizada.

No pacote estavam a logo e uma carta de empresa da cidade em que a vítima tinha relação comercial. A esposa do homem, ao ligar no estabelecimento, questionou onde foi solicitado para fazer o alimento, quando foi informada de que nada foi enviado por eles.

A partir deste momento o caso foi encaminhado à Polícia Civil para apurar quem de fato enviou o alimento para possível responsabilização.

Em entrevista coletiva, o delegado Diego Valim, da Delegacia de Homicídios, não deu detalhes sobre o caso, mas informou que os profissionais já estabeleceram uma linha de investigação.

As amostras foram enviadas a Curitiba para análise pericial.

 

FONTE/CRÉDITOS: Catve.com
Camila Sanches Silva

Publicado por:

Camila Sanches Silva

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