Brasília, DF - A Polícia Federal (PF) prendeu, na última quinta-feira (10), um estudante universitário acusado de proferir ameaças de morte contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A detenção ocorreu no Espírito Santo, e o suspeito é vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
A investigação teve início após o próprio parlamentar solicitar a continuidade das apurações e apresentar uma representação formal contra o estudante. Segundo o deputado, as ameaças eram recorrentes, tendo o mesmo autor utilizado a rede social X (antigo Twitter) para desejar sua morte ainda em 2023. A ameaça mais recente e que intensificou a ação policial foi explícita: "VOU TE MATAR A TIROS".

Foto: Reprodução
A PF abriu um inquérito para aprofundar o caso, que agora busca determinar se o estudante agiu sozinho ou se há mais pessoas envolvidas no planejamento e na disseminação das ameaças contra o congressista.
Universidade Repudia Violência
Embora não tenha confirmado a identidade do aluno, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido. No comunicado, a instituição declarou que repudia “qualquer tipo de manifestação que incite à violência, ao ódio ou à discriminação expressa por qualquer meio ou veículo, incluindo as plataformas digitais”. A universidade se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Deputado Reforça Segurança e Comenta o Caso
Em um pronunciamento em suas redes sociais, Nikolas Ferreira agradeceu o trabalho da Polícia Federal e das autoridades competentes. Ele afirmou que, em decorrência das ameaças e da prisão do suspeito, decidiu reforçar sua equipe de segurança pessoal.
O parlamentar mineiro comentou sobre a gravidade das ameaças online e a sensação de impunidade que muitas vezes permeia o ambiente digital.
“As pessoas falam coisas e não querem arcar com as consequências. Muitas delas se dizem arrependidas, pedem desculpas, mas desejam minha morte desde 2023”, declarou o deputado.
O estudante detido deverá responder judicialmente pelo crime de ameaça, previsto no Artigo 147 do Código Penal brasileiro. A investigação da Polícia Federal segue em andamento.
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