Aguarde, carregando...

Sábado, 09 de Maio 2026
Cidades

Prefeito de Londrina Tiago Amaral (PSD), veta parcialmente projeto que proíbe morar na rua

Executivo de vetar o dispositivo que impunha encaminhamento obrigatório ao Centro POP.

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Prefeito de Londrina Tiago Amaral (PSD), veta parcialmente projeto que proíbe morar na rua
Ilustrativa / https://br.freepik.com/
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O prefeito Tiago Amaral (PSD) vetou parcialmente o Projeto de Lei 72/2024, aprovado pela Câmara Municipal de Londrina, que pretendia proibir a ocupação de espaços públicos para fins de moradia por pessoas em situação de rua. O dispositivo vetado é o artigo 2º, que previa o encaminhamento compulsório dos chamados “infratores” ao Centro POP.


O que foi vetado

  • Artigo vetado: artigo 2º do PL 72/2024.
  • Consequência prática: a obrigação de encaminhar pessoas em situação de rua ao Centro POP não seguirá para a lei na forma aprovada pela Câmara.
  • Outros pontos do PL: o projeto original também estava ligado a outra proposição da vereadora Jessicão (PP), que previa internação involuntária; essa proposta foi igualmente vetada pelo prefeito, que encaminhou em seguida uma nova versão para análise dos vereadores.

Fundamento jurídico do veto

A Procuradoria Legislativa emitiu parecer técnico apontando risco de inconstitucionalidade do texto, por violar medida liminar do Supremo Tribunal Federal constante na ADPF 976, que proíbe a remoção compulsória de pessoas em situação de rua. Foi esse entendimento jurídico que embasou a decisão do Executivo de vetar o dispositivo que impunha encaminhamento obrigatório ao Centro POP.


Repercussão política e administrativa

  • Câmara Municipal: o veto parcial retorna à Câmara para apreciação; os vereadores poderão manter ou derrubar o veto em votação.
  • Prefeitura: o envio de uma nova versão do projeto ligado à internação indica que o Executivo busca ajustar a proposta para atender a critérios legais e constitucionais.
  • Serviços sociais: ONG, movimentos sociais e equipes de assistência técnica poderão intensificar diálogo com a Prefeitura e com a Câmara para discutir alternativa que combine atendimento e respeito a direitos fundamentais.

Impacto regional

A decisão tem reflexos na gestão de políticas públicas voltadas à população em situação de rua em Londrina e na região metropolitana, pois determina limites legais sobre intervenções administrativas e reforça a necessidade de alinhamento com decisões do Supremo Tribunal Federal. Medidas que imponham remoções ou internações compulsórias enfrentam risco jurídico e poderão ser consideradas nulas caso aplicadas em desacordo com a ADPF citada.

Leia Também:


Próximos passos

  • Na Câmara: possível votação sobre a manutenção ou derrubada do veto.
  • Na Prefeitura: análise e eventual reenvio de projeto revisado com redação compatível ao entendimento jurídico.
  • Na sociedade civil: expectativa por propostas que priorizem acolhimento voluntário, ampliação de vagas e políticas integradas de saúde, assistência social e moradia.

Resumo: o prefeito vetou o trecho do PL que determinava encaminhamento compulsório ao Centro POP, seguindo parecer da Procuradoria Legislativa que apontou conflito com decisão do STF; a matéria segue agora para nova tramitação política e jurídica.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR