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Sábado, 18 de Abril 2026

Economia

Prévia da inflação de março atinge 0,44%, com alimentos como principal fator de pressão

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula 3,9% em 12 meses, mantendo-se dentro da meta governamental, que tolera até 4,5% ao ano, segundo o IBGE.

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Por Portal Paraná Urgente
Prévia da inflação de março atinge 0,44%, com alimentos como principal fator de pressão
© Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
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A inflação prévia oficial de março registrou um avanço de 0,44%, impulsionada principalmente pela elevação dos preços dos alimentos. Este percentual representa uma desaceleração em comparação com o 0,84% observado no mês de fevereiro.

O indicador preliminar de março também se posiciona abaixo dos 0,64% registrados no mesmo período do ano anterior (março de 225). No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu 3,9%, permanecendo dentro da margem de tolerância estabelecida pelo governo, que é de até 4,5% anuais.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, dia 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Categorias de preços

Todos os nove grupos de preços analisados pelo IBGE mostraram elevação entre fevereiro e março. O segmento de alimentos e bebidas se sobressaiu, com um aumento médio de 0,88% em seus preços, contribuindo com 0,19 ponto percentual (p.p.) para o IPCA-15.

Alimentação e bebidas: 0,88% (com um impacto de 0,19 p.p.)

Habitação: 0,24% (impacto de 0,04 p.p.)

Artigos de residência: 0,37% (impacto de 0,01 p.p.)

Vestuário: 0,47% (impacto de 0,02 p.p.)

Transportes: 0,21% (impacto de 0,04 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (impacto de 0,05 p.p.)

Despesas pessoais: 0,82% (impacto de 0,09 p.p.)

Educação: 0,05% (impacto de 0,00 p.p.)

Comunicação: 0,03% (impacto de 0,00 p.p.)

Setor de alimentos

No âmbito do grupo de alimentação e bebidas, os preços referentes à alimentação consumida em domicílio registraram um encarecimento de 1,10%. Em fevereiro, o impacto havia sido de 0,09 p.p.

Para esse desempenho, contribuíram significativamente as elevações nos preços do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). O IBGE ressalta que, na análise do peso sobre a inflação mensal, as carnes foram responsáveis por um impacto de 0,04 p.p., enquanto o leite contribuiu com 0,03 p.p.

Devido aos seus aumentos de dois dígitos, tanto o feijão quanto o açaí influenciaram o índice de março em 0,02 p.p. cada.

A alimentação consumida fora de casa apresentou um aumento de 0,35% em março, um índice inferior à expansão observada em fevereiro, que foi de 0,46%.

Outras influências

Entre os 377 subitens (produtos e serviços) analisados pelo IBGE, o maior impacto individual no IPCA-15 veio das passagens aéreas, que apresentaram um aumento de 5,94% no mês, contribuindo com 0,05 p.p.

Na apuração preliminar de março, os combustíveis, em média, registraram uma deflação de 0,03%, indicando uma leve redução de preços. O IBGE detalhou os seguintes movimentos: gás veicular com queda de -2,27%, etanol com -0,61% e gasolina com -0,08%. Em contrapartida, o óleo diesel teve uma variação positiva de 3,77%.

Guerra no Irã e seus reflexos

Os valores dos combustíveis, em particular os derivados de petróleo como diesel, gás e gasolina, foram monitorados de perto em março por autoridades, especialistas do setor e consumidores. Essa vigilância se deve à guerra no Irã, que tem gerado instabilidade na cadeia de suprimentos global de petróleo.

No cenário nacional, a Petrobras informou um reajuste de R$ 0,38 por litro no diesel, enquanto o governo implementou ações para mitigar a alta dos preços, como a suspensão das alíquotas de PIS e Cofins, impostos federais que incidem sobre o diesel.

O diesel, combustível essencial para ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sofre com as pressões do mercado internacional. Um dos fatores para essa vulnerabilidade é que o Brasil importa cerca de 30% do petróleo que consome.

Diferenças entre IPCA-15 e IPCA

O IPCA-15 compartilha, em essência, a mesma metodologia do IPCA, considerado o índice de inflação oficial. Este último é o referencial para a política de meta inflacionária do governo, estipulada em 3% no acumulado de 12 meses, com uma margem de tolerância de 1,5 p.p. para cima ou para baixo.

A distinção entre os dois índices reside principalmente no período de coleta de preços e na sua abrangência geográfica. O IPCA-15, por ser uma prévia, tem sua pesquisa realizada e divulgada antes do término do mês de referência. Para a divulgação atual, o levantamento de preços ocorreu entre 13 de fevereiro e 17 de março.

Ambos os indicadores consideram uma cesta de produtos e serviços voltada para famílias com renda que varia de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621.

O IPCA-15 abrange a coleta de preços em 11 regiões do país, incluindo as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, juntamente com Brasília e Goiânia. Já o IPCA completo monitora 16 localidades, adicionando Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. A divulgação do IPCA integral referente a março está programada para 10 de abril.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente
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