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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Educação

Professores do Rio de Janeiro aderem a paralisação de 24 horas

Categoria volta a debater greve em maio, buscando reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Professores do Rio de Janeiro aderem a paralisação de 24 horas
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Docentes e funcionários administrativos das redes de ensino municipal e estadual do Rio de Janeiro participaram nesta quinta-feira (9) de uma paralisação de um dia. O ato visa reivindicar a recomposição salarial e aprimoramentos nas condições de trabalho.

Conforme informou Helenita Beserra, coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, a categoria estadual definiu em assembleia que uma nova reunião ocorrerá em 5 de maio para deliberar sobre a possibilidade de greve. Após a assembleia, um protesto foi realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Por outro lado, os profissionais da rede municipal agendaram sua próxima assembleia para 16 de maio. Na capital, o grupo organizou um ato público na Cinelândia, centro da cidade, após a reunião.

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A principal demanda, em ambos os casos, é a recuperação das perdas salariais acumuladas nos últimos anos.

Um levantamento do Sepe, em colaboração com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta uma desvalorização de 24,07% nos salários desde 2019. Para a rede estadual, estima-se a necessidade de um reajuste de aproximadamente 56% sobre os salários de janeiro de 2026.

Adicionalmente, os professores municipais exigem o fim da chamada minutagem (horas-aula extras não remuneradas), o pagamento do Acordo de Resultados 2024 (correspondente ao 14º salário), o cumprimento do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs), o descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia, o aumento do vale-refeição e alterações nas regras de remoção.

No âmbito estadual, a categoria também pleiteia o cumprimento total do acordo de recomposição firmado com a Alerj em 2021 – que previa 26,5% de reposição, distribuídos em três parcelas, das quais apenas a primeira foi efetivada – e a implementação do piso nacional do magistério.

A Secretaria Estadual de Educação comunicou que as atividades escolares transcorreram normalmente, sem interrupções na rede, durante a paralisação. A pasta reiterou o respeito ao direito de manifestação dos servidores e o compromisso com a valorização dos educadores.

A Secretaria Municipal de Educação declarou que mantém um diálogo contínuo com o sindicato e tem promovido reuniões frequentes com representantes da categoria.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente
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