O setor pet no Brasil não é mais apenas uma questão de "afeto", é um gigante econômico. Com mais de 160 milhões de animais de estimação e um faturamento que deve ultrapassar os R$ 77 bilhões em 2025, o bem-estar animal tornou-se um desafio de gestão urbana. Em Maringá, esse desafio foi transformado em método, e agora o modelo criado na cidade promete ser a base para uma nova política estruturante em todo o Paraná.
O idealizador dessa engrenagem é Flávio Mantovani. Em seu livro "De Protetor a Legislador", ele detalha como tirou a causa animal do campo do improviso e a elevou ao status de Política de Estado.
O Fim do Improviso: Os 5 Pilares do Sucesso
O "Método Maringá" não se resume a resgates isolados. Ele funciona como uma engrenagem técnica baseada em cinco pilares estratégicos:
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Conselho Municipal de Bem-Estar Animal: Participação da sociedade nas decisões.
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Legislação eficaz contra maus-tratos: Tolerância zero contra maus-tratos.
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Programa permanente de castração: Controle populacional na fonte para evitar o abandono.
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Educação pública preventiva: Conscientização nas escolas e espaços públicos.
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Estrutura administrativa organizada: Uma estrutura pública organizada e com orçamento definido.
"O desenvolvimento sustentável começa quando o Estado organiza aquilo que antes era improviso", defende Mantovani.
Impacto Direto: Menos Abandono, Mais Investimento
A organização do sistema em Maringá gerou um efeito dominó positivo. Com regras claras e um ambiente regulatório estável, o setor privado respondeu rápido:
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Segurança Jurídica: Clínicas veterinárias e pet shops ampliaram investimentos.
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Formalização: Crescimento de serviços especializados e novos empregos.
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Saúde Pública: Menor pressão sobre os serviços de saúde devido ao controle de zoonoses e redução de animais errantes.
Do Local para o Estadual: O Futuro do Paraná
A proposta agora é escalar essa experiência. O objetivo é garantir que cada um dos 399 municípios do Paraná tenha acesso a essa padronização normativa e coordenação estratégica. Se funcionou em Maringá, a visão é que o estado pode se tornar o maior polo de bem-estar animal do Brasil, unindo proteção e desenvolvimento econômico.
O QUE VOCÊ ACHA?
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