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O Brasil registrou 830.890 celulares roubados ou furtados em 2025, alcançando uma média impressionante de 95 aparelhos subtraídos por hora. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apontando que o problema afeta principalmente capitais e regiões metropolitanas.
Entre as cidades com as maiores taxas por 100 mil habitantes, o Nordeste concentra oito municípios, o Norte seis e o Sudeste outros seis. São Luís (MA), Belém (PA) e São Paulo (SP) lideram o ranking nacional da criminalidade voltada aos dispositivos móveis.
Panorama nacional e queda nos registros
O levantamento demonstrou uma redução de 7,7% nos registros gerais em comparação com 2024, quando o país contabilizou 855.113 ocorrências. O ápice histórico havia sido registrado em 2019, com mais de um milhão de casos. No entanto, o impacto de São Paulo segue expressivo: concentrando 5,6% da população nacional, a capital paulista responde por 20% de todos os roubos e furtos do Brasil.
A dinâmica dos crimes também apresentou variações importantes no último ano:
- Furtos: Representam seis em cada dez casos (483.561 ocorrências), crescendo 0,9% e concentrando-se mais nos finais de semana.
- Roubos: Somam 308.723 registros (queda de 18,6%), ocorrendo majoritariamente em dias úteis (73,1% dos casos), com pico nas sextas-feiras.
- Local e Período: 77,2% dos roubos acontecem em vias públicas, com incidência marcante entre 18h e 23h, período de retorno de trabalho e estudos.
Menos risco para o criminoso
Especialistas responsáveis pelo relatório apontam que a migração gradual de roubos para furtos ocorre devido ao menor risco para o infrator. Enquanto o roubo exige confronto direto e ameaça, o furto acontece muitas vezes de forma sutil em locais movimentados, onde a vítima só percebe a perda posteriormente.
Além disso, o anuário trouxe um panorama amplo da segurança pública no país em 2025, destacando a queda histórica no número de assassinatos, mas acendendo alertas para o aumento de crimes como feminicídios, golpes digitais e ocorrências de violência psicológica.
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