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Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) escolheram e sortearam, neste sábado (24), as urnas eletrônicas que serão auditadas durante o segundo turno das eleições gerais. A definição ocorreu com a presença de representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras para garantir a transparência do pleito.
A amostragem varia conforme o tamanho do colégio eleitoral. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, por exemplo, 43 equipamentos passarão por verificação, sendo 33 no teste de integridade e 10 no de autenticidade.
Em outros estados com grande eleitorado, como Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, serão auditados 35 aparelhos. Já em Roraima, menor estado em número de eleitores, o procedimento abrangerá 23 seções eleitorais.
Como funciona o teste de integridade
Nas seções contempladas pelo teste de integridade, as urnas originais são substituídas por reservas e levadas para um local seguro. Representantes de entidades fiscalizadoras preenchem cédulas de papel que ficam armazenadas em urnas de lona lacradas.
No dia da eleição, os votos em papel são digitados no equipamento por servidores do Judiciário e do Ministério Público. Ao término da votação, às 17h, os resultados do papel e do sistema eletrônico são comparados. Parte dos testes conta ainda com validação biométrica de eleitores voluntários.
Entidades fiscalizadoras e teste de autenticidade
Diversas instituições acompanham o processo, incluindo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Polícia Federal, o Congresso Nacional e o Tribunal de Contas da União (TCU), entre outras entidades civis e públicas.
O teste de autenticidade é realizado antes do início do pleito, na própria seção eleitoral. Ele confirma se os programas instalados são idênticos aos que foram homologados e lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Zerésima
Também neste sábado, o TSE realizou a verificação dos sistemas de totalização. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que a legitimidade do poder político exige que cada voto seja apurado com total exatidão.
A auditoria do tribunal confirmou que não houve alterações nos softwares. Além disso, o TSE e os TREs emitiram a zerésima, relatório que comprova a ausência de votos registrados no sistema antes da abertura das urnas.
Neste domingo (25), antes do primeiro eleitor votar, cada seção eleitoral voltará a imprimir a zerésima, atestando formalmente que o equipamento está zerado e pronto para receber os votos.
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